Treze pessoas foram presas em flagrante durante a Operação Mirage, realizada pela Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) nas cidades do Recife e de Olinda. A ação desarticulou um grupo suspeito de aplicar golpes milionários por meio da falsa oferta de investimentos em ativos virtuais, valores mobiliários e outros produtos financeiros.
As investigações começaram em maio de 2024, após denúncias de vítimas que afirmaram ter sido atraídas por promessas de alta rentabilidade. Segundo a Polícia Civil, o grupo utilizava um escritório estruturado para transmitir credibilidade aos investidores, simulando operações financeiras legítimas e convencendo clientes a aplicar grandes quantias em dinheiro.
De acordo com os investigadores, o esquema provocou prejuízos expressivos. Em um dos casos analisados durante a apuração, uma das vítimas informou ter perdido aproximadamente R$ 1,5 milhão após investir nos produtos oferecidos pela organização.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam dinheiro em espécie, quatro veículos, passaportes e diversos documentos que deverão auxiliar no aprofundamento das investigações e na identificação de outros possíveis envolvidos no esquema.
A Operação Mirage faz parte das ações de combate a crimes financeiros e segue em andamento. A Polícia Civil informou que novas diligências não estão descartadas, enquanto o material recolhido será submetido à análise da equipe responsável pelo inquérito.
Os detalhes sobre a estrutura da organização criminosa, a quantidade de vítimas e os próximos desdobramentos da investigação serão apresentados pela Polícia Civil em entrevista coletiva marcada para a manhã desta terça-feira (21).
Quadrilha presa
A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou a Operação Fragrância do Crime, no último dia 14 de julho, para desarticular uma organização criminosa interestadual especializada em furtos qualificados a bancos e redes de perfumaria, além de lavagem de dinheiro.
As investigações, iniciadas em outubro de 2025, apontam que o grupo atuava em Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte.
Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de prisão e seis de busca e apreensão. Segundo a polícia, a quadrilha movimentou mais de R$ 11,8 milhões em cerca de dois anos e utilizava veículos com placas adulteradas, empresas de fachada e contas de terceiros para ocultar os valores obtidos com os crimes. As investigações continuam para identificar outros envolvidos.