Mulher morde professoras de creche em Camaragibe ao alegar que filho autista foi agredido

Uma mulher foi denunciada por professoras de uma creche em Camaragibe, no Grande Recife, após serem mordidas e agredidas pela agressora, mãe de um aluno autista.

28 mai 2026 - 13h52
(atualizado às 13h58)
Mordida.
Mordida.
Foto: Ilustração / Portal de Prefeitura

A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) está investigando uma confusão registrada dentro de uma creche municipal em Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife, após funcionárias denunciarem agressões praticadas pela mãe de um aluno.

O episódio aconteceu no dia 22 de maio, no Centro Municipal de Educação Infantil Judith Maria Brasil da Rocha, localizado no bairro de Tabatinga.

Segundo o boletim de ocorrência, duas funcionárias procuraram a delegacia após serem agredidas durante uma discussão dentro da unidade de ensino. O caso foi registrado como lesão corporal e desacato.

Filho autista

De acordo com relatos das educadoras, a mulher chegou à creche afirmando que o filho, uma criança com diagnóstico de autismo, teria sofrido agressões dentro da escola.

As funcionárias afirmaram que, dias antes da confusão, já vinham orientando a responsável a procurar acompanhamento médico especializado para o estudante, alegando dificuldades no convívio escolar.

Segundo os depoimentos, o aluno apresentava episódios frequentes de desorganização em sala, agressões a colegas e resistência às orientações dos profissionais da unidade.

Ainda conforme o registro policial, outra mãe teria procurado a escola anteriormente para questionar machucados no filho após situações envolvendo a mesma criança.

Professora mordida

No dia da ocorrência, segundo as funcionárias, o aluno chegou bastante agitado, saiu da sala de aula e tentou entrar em outros ambientes da creche.

Uma professora tentou conter a situação e acalmar a criança, mas o estudante teria reagido com resistência e não quis permanecer na unidade.

O boletim aponta ainda que a escola tentou contato com a mãe naquele momento, mas não conseguiu retorno imediato.

Depois de ser informada sobre a situação por outra responsável que estava no local, a mulher foi até a creche e iniciou uma discussão com as servidoras.

Segundo os relatos prestados à polícia, a mãe teria agredido uma professora com um tapa no rosto. Durante o tumulto, os portões da unidade foram fechados até a chegada da Guarda Municipal.

Foi nesse momento, ainda segundo o registro policial, que uma das funcionárias acabou mordida no braço, sofrendo hematomas.

Investigação

A Prefeitura de Camaragibe ainda não informou oficialmente quais providências administrativas foram adotadas após o episódio.

Também não houve resposta sobre a existência de equipe multidisciplinar na unidade ou profissionais de apoio especializados para acompanhamento de alunos com necessidades específicas.

A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias da ocorrência.

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