Mãe das crianças desaparecidas em Bacabal se reúne com a PF após receber apoio da Interpol

Apoio da organização internacional não significa que crianças desaparecidas tenham sido encontradas ou estejam fora do Brasil

9 set 2026 - 16h08
Ágatha e Allan estão desaparecidos desde janeiro de 2026
Ágatha e Allan estão desaparecidos desde janeiro de 2026
Foto: Reprodução

A advogada Nathaly Moraes, que representa Clarice Cardoso, mãe das crianças desaparecidas em Bacabal, no Maranhão, afirmou que a Interpol ofereceu apoio às buscas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4. Os irmãos estão desaparecidos desde janeiro.

"Recebemos o e-mail e o apoio do Núcleo de Cooperação Internacional, colocando as ferramentas da Interpol à nossa disposição para nos ajudar. Até então, durante todo esse período, nós não tínhamos esse apoio", disse.

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O auxílio da Interpol, no entanto, não significa que os irmãos tenham sido encontrados ou que estejam entre as 163 crianças resgatadas em uma operação nos EUA, na semana passada. Após o contato da organização internacioal, Nathaly e Clarice se reuniram com a Polícia Federal para ajustar detalhes do caso.

Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira, 9, Nathaly acrescentou que já havia solicitado que a investigação fosse transferida da Polícia Civil para a Polícia Federal, por considerar que poderia ter ocorrido um caso de tráfico humano. 

De acordo com a advogada, a Polícia Civil não deu acesso integral aos arquivos à Polícia Federal, que informou que os nomes das crianças não haviam sido inseridos na divisão amarela nem na divisão azul da Interpol, porque a Polícai Civil não havia respondido as solicitações da PF.

"Por isso que a Interpol está nos auxiliando para colocar tanto na divisão amarela quanto na azul [os dados das crianças desaparecidas]. Segundo a informação passada para a gente, houve a coleta de material genético da Clarice na casa dela, mas não foi disponibilizado em banco de dados", explicou.

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A reunião realizada nesa terça-feira com a Polícia Federal, em São Luís, teve como foco a autorização e dados de Clarice para auxiliar nas investigações da  Interpol. Além disso, foi feita uma nova retirada de material genético da mulher.

A advogada ressaltou que o material genético de Clarice deve ser usado para realizar um cruzamento com os materiais coletados nos EUA. Embora não exista comprovação de que as crianças tenham sido levadas para o país, a mulher afirmou que nunca perdeu a esperança de que os filhos estejam vivos.

"Tenho fé que serão encontrados mais rápido possível. Estou ansiosa", revelou. A retirada desse material genético também se deu porque as crianças nunca tiveram identidade, ou seja, não há registros de Ágatha e Allan na base de dados digitais. 

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Maranhão informou em nota à imprensa que os trabalhso para localiar os irmãos continua, mas que a investigação está sob segredo de justiça. A SSP alertou para conteúdos falsos ou sem confirmação que possam prejudicar a investigação e ampliar o sofrimento da família.

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Fonte: Portal Terra
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