O primeiro bloco do debate da TV Globo entre Lula e Flávio Bolsonaro foi marcado por fortes trocas de ataques. Lula resgatou uma provocação histórica de 1989 contra o adversário, criticou seu desconhecimento sobre o Nordeste e rebateu a ofensa de "nove dedos" defendendo os trabalhadores acidentados. Por sua vez, Flávio tentou afastar as acusações sobre a postura do pai durante a pandemia, desculpou-se pelo ataque pessoal, mas cobrou explicações do petista sobre a condução da economia nacional.
No primeiro bloco do debate da TV Globo, os presidenciáveis Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) trocaram ataques. Confira os principais pontos de cada candidato.
De Collor a Flávio
Lula repetiu para Flávio Bolsonaro uma provocação que fez ao ex-presidente Fernando Collor no penúltimo debate da eleição de 1989. Disse que o oponente é o tipo de político que na eleição trata o povo com "beijinho, beijinho", e depois diz "tchau, tchau".
Pandemia
Flávio Bolsonaro tenta negar que o pai, Jair Bolsonaro, zombou de pessoas com falta de ar na sua gestão da pandemia.
Nordeste
Lula tenta mostrar que o opositor não conhece a realidade social daquela região. Por isso, não estaria preparado para governar um país como o Brasil.
"Nove dedos"
Chamado de "nove dedos", Lula usou seu direito de resposta para falar sobre seu período como metalúrgico. "Você vai ter que pedir desculpa. Porque o povo trabalhador tá vendo. Milhões de trabalhadores se acidentam por irresponsabilidade patronal que obriga a gente a trabalhar em jornada que a gente tem que ir trabalhar", disse.
Flávio Bolsonaro se desculpou, mas lançou questionamentos sobre as desculpas de Lula ao povo brasileiro sobre a economia do país.
* Em atualização