Laudo aponta 12 tiros e mais oito ferimentos de raspão em jovem morto pela PM em SP

Ao menos quatro disparos foram fatais; informações iniciais apontavam 27 ferimentos no corpo da vítima

23 out 2026 - 17h04
Gustavo Munis de Santana foi atingido por disparos durante ocorrência de tentativa de suicídio no sábado, 10 de outubro
Gustavo Munis de Santana foi atingido por disparos durante ocorrência de tentativa de suicídio no sábado, 10 de outubro
Foto: Reprodução/Rede Social / Estadão

O laudo necroscópico de Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, aponta que o jovem foi atingido por pelo menos 12 tiros e sofreu outros oito ferimentos de raspão durante uma abordagem da Polícia Militar na região de Moema, na zona sul de São Paulo. O documento foi obtido pela TV Globo e divulgado nesta sexta-feira, 23.

Segundo o exame, quatro disparos foram fatais: três atingiram o tórax e um, o abdômen. Ao todo, o laudo identifica pelo menos 20 ferimentos provocados por tiros, entre perfurações e lesões de raspão.

Publicidade

Os números diferem das informações iniciais do boletim de ocorrência, que apontavam 27 ferimentos no corpo de Gustavo. O registro também indicava que os quatro policiais militares envolvidos haviam efetuado 45 disparos.

O caso ocorreu na madrugada de 10 de outubro. Os policiais foram acionados para atender uma ocorrência de suposta tentativa de suicídio. Durante a abordagem, Gustavo apontou um celular na direção dos agentes, que, segundo o boletim de ocorrência, confundiram o aparelho com uma arma de fogo.

Imagens de câmeras de segurança registraram a ação e mostram que o jovem também foi atingido por disparos quando já estava caído no chão.

Os quatro policiais envolvidos foram afastados das atividades operacionais. A morte é investigada pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e pela própria Polícia Militar, que instaurou um inquérito para apurar a conduta dos agentes.

Publicidade

Em manifestação anterior, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) afirmou que não tolera desvios de conduta e que eventuais irregularidades serão punidas.

A mãe de Gustavo, Santiana Munis, criticou a versão apresentada pelo secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, de que os policiais agiram em legítima defesa e seguiram o protocolo da corporação. Em entrevista ao Fantástico, no domingo, 18, ela questionou a quantidade de tiros disparados contra o filho.

Fonte: Portal Terra
Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se