A rouquidão de Lula no debate da Globo, alvo de ironias de Flávio Bolsonaro, deve-se ao esgotamento físico da reta final da campanha. Segundo sua equipe médica, o quadro reflete a rotina exaustiva de discursos somada à sensibilidade na garganta após uma cirurgia de laringe em 2022, demandando acompanhamento fonoaudiológico constante. O desgaste ocorre em meio a uma disputa acirrada pela presidência, marcada por empate técnico nas pesquisas eleitorais, com leve vantagem para o adversário.
A voz rouca de Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT à reeleição, chamou fortemente a atenção dos telespectadores durante o encontro transmitido pela TV Globo nesta sexta-feira (23). O esgotamento físico do político já havia motivado o cancelamento de uma sabatina na Record na última quarta-feira (21), em uma tentativa frustrada de poupar a garganta para o grande confronto.
O evidente esforço para falar não passou imune às provocações de seu adversário de segundo turno, Flávio Bolsonaro, filiado ao PL, que utilizou a dificuldade vocal do oponente para desestabilizá-lo. Ele ironizou a situação em rede nacional. "Eu confesso que eu estou com um pouquinho de dificuldade de entender o que ele tá falando, mas vamos lá".
O tratamento para a voz rouca de Lula
A equipe médica responsável pelo presidenciável garante que o quadro é reflexo direto da rotina exaustiva de discursos típicos desta fase da campanha eleitoral. O político realiza acompanhamento constante com uma fonoaudióloga em Brasília, enquanto outra profissional de São Paulo também monitora a evolução do candidato de forma próxima.
Esse cuidado redobrado ocorre porque a região da garganta do petista apresenta uma sensibilidade acima da média, resultante de uma cirurgia para a remoção de um câncer na laringe feita em novembro de 2022.
Naquela oportunidade, uma lesão superficial de 5 milímetros foi extraída com o equipamento "Laser CO 2", método cirúrgico de altíssima precisão que erradicou o tumor preservando totalmente os tecidos saudáveis do entorno.
Acirramento absoluto nas pesquisas de intenção de voto
A sabatina na emissora carioca ganha ares de decisão, especialmente após o primeiro enfrentamento entre os dois políticos nos estúdios da Band no último domingo. O contexto revela uma corrida extremamente imprevisível pelo Palácio do Planalto, onde as sondagens indicam um empate técnico, embora o candidato de direita mantenha uma leve dianteira estatística.