A Justiça marcou a data para o julgamento dos dois policiais militares acusados de matar um homem que já estava rendido, durante uma operação policial na favela de Paraisópolis, zona sul de São Paulo, em julho do ano passado. As câmeras corporais dos agentes flagraram a ação.
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O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) confirmou ao Terra que o julgamento dos cabos Renato Torquatto da Cruz e Robson Noguchi de Lima acontecerá em 28 de julho, às 10h30, no Plenário 13 do Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste da capital.
Ambos respondem presos pelo crime de homicídio qualificado por motivo torpe e pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
Já os soldados Hugo Leal de Oliveira Reis e Victor Henrique de Jesus, que também respondem pelo mesmo crime na condição de colaboradores -- porque acompanhavam a ocorrência --, ainda não têm data para ir a júri porque o processo foi desmembrado.
Relembre o caso
Em julho do ano passado, os dois policiais militares foram presos em flagrante por matarem um homem durante operação na favela de Paraisópolis, zona sul de São Paulo. Houve ainda uma segunda morte no confronto entre a Polícia Militar e criminosos.
Segundo a corporaçao, a prisão ocorreu após imagens das câmeras corporais serem analisadas, o que constatou que a morte "não foi dentro dos padrões, dentro das excludentes de licitude”.
O homem morto pela PM era Igor Oliveira de Moraes Santos, de 24 anos, que não tinha passagem criminal após chegar à maioridade. Ele tinha como registro um ato infracional por roubo e tráfico quando era adolescente.
Igor estava rendido no cômodo, já com as mãos na cabeça. Ele foi alvejado com mais de um disparo. Os outros policiais que participaram dessa ocorrência, mas não atiraram contra o suspeito, também foram indiciados em inquérito.