Turistas ilhados por 3 horas em morro no Rio relatam 'medo' com tiroteio em operação policial: 'Não estava entendendo'

Guias turísticos e policiais deram orientações; turistas aguardavam para ver nascer do sol

20 abr 2026 - 09h58
(atualizado às 10h13)
Turistas ilhados no Morro do Vidigal ficam presos durante quase 4 horas
Turistas ilhados no Morro do Vidigal ficam presos durante quase 4 horas
Foto: Reprodução/Globonews

A operação realizada no Rio de Janeiro nesta segunda-feira, 20, contra lideranças de organização criminosa do sul da Bahia deixou cerca de 200 turistas presos no topo do Morro do Vidigal por conta de um tiroteio. Eles se assustaram com a ação policial e tiveram de aguardar entre três e quatro horas para descer do local.

Guias turísticos e policiais orientaram os turistas, que aguardavam para ver o nascer do sol, a não descerem, por questões de segurança.

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Enquanto a operação acontecia, turistas que haviam subido o morro para ver o dia nascer ficaram presos no topo. "Somos de Portugal, na Europa, não temos essas operações", disse um turista português à Globonews.

Guias turísticos acompanharam a descida. "Íamos sempre devagarinho para obter informações, para não haver nenhum problema. Por isso, nesse aspecto, trouxe-nos segurança e não houve tanto pânico e as pessoas foram acalmando até chegarmos embaixo. Demoramos cerca de três, quatro horas para descer", seguiu o homem. 

A ação é integrada do Ministério Público da Bahia (MPBA), Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) e Polícias Civis baiana e carioca. Os alvos da operação estavam escondidas na comunidade do Vidigal, no Rio de Janeiro. Durante a ação, foi presa uma da principais operadoras financeiras da facção baiana Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), ligada ao Comando Vermelho. Ela é investigada por lavagem de dinheiro e possuía dois mandados de prisão em aberto por tráfico de drogas e homicídio. 

De acordo com o MPBA, também foi preso um homem em flagrante, armado com um fuzil, e apreendidas a arma e drogas. 

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Uma outra turista disse que visitava o Rio de Janeiro pela segunda vez. "A primeira vez que isso (uma operação policial) acontece também. Estou com medo", disse a italiana. "No princípio, a gente não estava entendendo o que estava acontecendo. Eu achei que era barulho, mas aí a gente entendeu o que estava acontecendo", relatou à Globonews.

A deflagração da operação é resultado de um trabalho contínuo e integrado de investigação e monitoramento do MPBA e as forças de segurança pública da Bahia e do Rio de Janeiro, cujo objetivo é a captura de 13 detentos que fugiram do Conjunto Penal de Eunápolis em dezembro de 2024, e que se encontram desde então no Rio de Janeiro, sob a proteção do Comando Vermelho. 

As investigações apontam que os alvos da operação, mesmo foragidos, continuam exercendo papel de liderança e comando à distância, articulando ações criminosas e mantendo vínculos com o tráfico de drogas e outros delitos. O monitoramento e as investigações continuarão de forma permanente até a captura de todos os fugitivos.

Fonte: Portal Terra
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