Maior chacina do DF: Réus que mataram 10 pessoas da mesma família são condenados; penas somadas passam de mil anos

Crimes incluem homicídio qualificado, extorsão mediante sequestro, ocultação de cadáver, corrupção de menores e associação criminosa armada

19 abr 2026 - 15h21
Réus que mataram 10 pessoas da mesma família, na maior chacina da história do DF, foram condenados por homicídios qualificados, roubos, ocultação e destruição de cadáveres, sequestro, fraude processual, associação criminosa e corrupção de menor
Réus que mataram 10 pessoas da mesma família, na maior chacina da história do DF, foram condenados por homicídios qualificados, roubos, ocultação e destruição de cadáveres, sequestro, fraude processual, associação criminosa e corrupção de menor
Foto: Reprodução/Band

Cinco réus denunciados por crimes relacionados à maior chacina da história do Distrito Federal foram condenados por homicídios qualificados, roubos, ocultação e destruição de cadáveres, sequestro, fraude processual, associação criminosa e corrupção de menor, em julgamento encerrado na noite deste sábado, 18, pelo Tribunal do Júri de Planaltina. Se somadas, as penas dos réus ultrapassam mil de anos de prisão. Cabe recurso da decisão. 

Apontado como líder da chacina, Gideon Batista de Menezes recebeu a maior pena, de 397 anos de reclusão. Ele é seguido por Carlomam dos Santos Nogueira, condenado a 351 anos, e Horácio Carlos Ferreira Barbosa, a 300 anos. Fabrício Silva Canhedo foi sentenciado a mais de 202 anos, enquanto Carlos Henrique Alves da Silva recebeu pena de dois anos por cárcere privado.

Publicidade

Os crimes incluem homicídio qualificado, extorsão mediante sequestro com resultado morte, ocultação de cadáver, corrupção de menores e associação criminosa armada.  

O julgamento durou seis dias e contou com o depoimento de 18 testemunhas. A denúncia da Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri de Planaltina apontou os crimes de homicídios qualificados, extorsão, roubo, sequestro, constrangimento ilegal, fraude processual, corrupção de menores, ocultação e destruição de cadáver, dentre outros.

As investigações apontaram que, entre outubro de 2022 e janeiro de 2023, quatro dos réus se associaram para tomar a chácara Quilombo, no Itapoã, e roubar dinheiro da família de Marcos Antônio Lopes de Oliveira. O plano incluía matar a vítima e sequestrar familiares. Em 27 de dezembro, Marcos, a esposa e a filha foram rendidos em casa, tiveram cerca de R$ 49,5 mil roubados e foram levados a um cativeiro em Planaltina, onde Marcos foi assassinado e enterrado.

Disputa por chácara motivou homens que mataram 10 pessoas da mesma família, na maior chacina da história do DF
Foto: Reprodução/Band

Nos dias seguintes, o grupo manteve as mulheres em cárcere e passou a usar seus celulares para atrair outros familiares. Entre 2 e 4 de janeiro, duas parentes foram sequestradas e levadas ao mesmo local. Depois, o filho de Marcos também foi atraído e capturado. Em seguida, os criminosos planejaram uma nova emboscada: atraíram a esposa dele e os três filhos pequenos, que foram levados para Cristalina (GO), onde todos foram mortos e tiveram os corpos incendiados dentro de um carro.

Publicidade

Após os assassinatos, o grupo decidiu eliminar as demais vítimas para ocultar os crimes. Duas mulheres foram levadas até Unaí (MG), assassinadas e tiveram os corpos queimados. No dia seguinte, outras três vítimas foram executadas a facadas e jogadas em uma cisterna. Os criminosos ainda tentaram dificultar as investigações ao incendiar objetos das vítimas no cativeiro.

Veículo foi encontrado carbonizado
Foto: Reprodução/TV Globo

Gideon Batista de Menezes foi condenado a 397 anos,  oito meses e quatro dias de reclusão, além de um ano e cinco meses de detenção. O réu vai responder pelos crimes de extorsão qualificada pela restrição da liberdade da vítima e extorsão mediante sequestro qualificada pelo resultado morte, corrupção de menores, ocultação de cadáver, homicídio qualificado, cárcere privado, constrangimento ilegal, associação criminosa armada e roubo majorado.

Carlomam dos Santos Nogueira foi condenado a 351 anos, um mês e quatro dias de reclusão, além de 11 meses de detenção. Os crimes são extorsão qualificada pela restrição da liberdade da vítima e extorsão mediante sequestro qualificada pelo resultado morte, corrupção de menores, ocultação de cadáver, homicídio qualificado, cárcere privado, constrangimento ilegal, associação criminosa armada e roubo majorado.

Horácio Carlos Ferreira Barbosa foi condenado a 300 anos, seis meses e dois dias de reclusão, além de  um ano de detenção. O réu vai responder pelos crimes de extorsão qualificada pela restrição da liberdade da vítima e extorsão mediante sequestro qualificada pelo resultado morte, corrupção de menores, ocultação de cadáver, homicídio qualificado, cárcere privado, constrangimento ilegal, associação criminosa armada, roubo majorado e fraude processual.

Publicidade
Entre os desaparecidos estavam Elizamar e os três filhos
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Fabrício Silva Canhedo foi condenado a 202 anos, seis meses e 28 dias de reclusão, além de um ano de detenção. O réu vai responder por extorsão qualificada, corrupção de menores, ocultação e destruição de cadáver, homicídio qualificado, cárcere privado, constrangimento ilegal, associação criminosa armada, roubo majorado e fraude processual.

Carlos Henrique Alves da Silva foi condenado a dois anos de reclusão pelo crime de cárcere privado. Apenas ele deverá cumprir a pena em semiaberto. Os demais réus deverão cumprir a pena em regime fechado. 

As defesas ainda podem recorrer da decisão. No entanto, os condenados já não poderão ser absolvidos, porque a condenação foi tomada por um júri. O Terra tenta localizar as defesas dos condenados. O espaço segue aberto para manifestação.

Fonte: Portal Terra
Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se