Clebson de Souza Félix, de 24 anos, apontado como matador de aluguel, foi preso em Tacaimbó (PE) com o auxílio de um drone após tentar fugir. Procurado por homicídios em Pernambuco e no Maranhão, o suspeito confessou receber para executar vítimas, incluindo um crime em Caruaru por R$ 10 mil. Ele também relatou ligação pregressa com o PCC. A polícia apreendeu seu celular e segue investigando sua participação em outros assassinatos, tráfico de drogas e vínculos com organizações criminosas.
Um homem apontado pela polícia como matador de aluguel foi preso nesta quinta-feira, 22 de outubro, em Tacaimbó, no Agreste de Pernambuco. O investigado, Clebson de Souza Félix, de 24 anos, era procurado por homicídios em Pernambuco e no Maranhão.
Segundo o delegado Ênio Maia, o suspeito teria admitido, durante depoimento, que recebia dinheiro para cometer assassinatos. Entre os episódios relatados está um homicídio em Caruaru pelo qual ele teria recebido R$ 10 mil.
A polícia também apura a possível participação do homem em outras mortes e eventuais vínculos com o tráfico de drogas e organizações criminosas. As suspeitas continuam sob investigação.
Drone ajudou a localizar investigado
A captura aconteceu depois de uma tentativa de fuga. Os policiais utilizaram um drone e equipes posicionadas na região para encontrar o suspeito.
Um aparelho celular foi apreendido durante a ação. O equipamento poderá ser analisado mediante autorização judicial, como parte das diligências para esclarecer a atuação atribuída ao investigado.
A prisão foi realizada no município de Tacaimbó, mas as investigações alcançam crimes cometidos em outras localidades. Os mandados mencionados pela polícia estão relacionados a homicídios nos dois estados.
Polícia apura ligação com facção
Ainda de acordo com o delegado, o homem afirmou que já teve ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) no período em que morava no Maranhão.
Esse relato integra a apuração policial. Até a publicação desta matéria não havia uma conclusão sobre eventual vínculo atual com a organização nem detalhes sobre todos os assassinatos atribuídos ao suspeito.
Pagamento pode qualificar homicídio
O Código Penal prevê como homicídio qualificado o assassinato cometido mediante pagamento ou promessa de recompensa. Para essa modalidade, a pena estabelecida é de 12 a 30 anos de reclusão.
A previsão legal abrange situações em que a execução é motivada por uma vantagem oferecida ao autor. A confirmação dessa circunstância e sua aplicação a um caso específico dependem das provas reunidas e da análise judicial.