O policial militar Fabrício Gomes de Santana, desaparecido por quatro dias, foi encontrado morto em Embu-Guaçu; investigações apontam ligação com o crime organizado, e quatro suspeitos estão presos.
O corpo localizado no último domingo, 11, em uma zona de mata em Embu-Guaçu, na Grande São Paulo, foi identificado como sendo de Fabrício Gomes de Santana, de 40 anos. O policial militar estava desaparecido há quatro dias. O sepultamento deve ocorrer nesta segunda-feira, 12, no Cemitério Cerejeiras, no Jardim Ângela, na zona sul da capital.
Santana desapareceu na noite de quarta-feira, 7, na zona sul de São Paulo. O carro dele foi encontrado carbonizado, no dia seguinte em Itapecerica da Serra, também na região metropolitana da capital.
Veja abaixo o que se sabe sobre o crime:
Quem era o policial?
O PM atuava no Comando de Policiamento de Área 10, em Santo Amaro, na zona sul de São Paulo, e estava de férias.
Três pessoas foram presas ainda na quarta-feira por suspeita de envolvimento no sumiço do policial militar. Uma delas afirmou aos investigadores que o PM foi morto pelo crime organizado.
O que ocorreu?
De acordo com as investigações, o caso teve início após uma discussão entre Santana e um homem com ligação ao tráfico de drogas em uma comunidade da zona sul da capital. Durante o desentendimento, o policial teria se identificado como PM. Em seguida, o suspeito saiu do local e avisou líderes do tráfico sobre a presença do militar. Santana teria sido abordado e morto após sair do local.
"Em determinado momento, ele se desentende com o policial porque ele foi usar um pino de cocaína. O policial se viu desrespeitado e o repreendeu. De início, o homem pediu desculpas, mas saiu e foi procurar o pessoal da criminalidade local. Ele teria delatado o amigo do PM por ter permitido que um policial militar frequentasse o local", disse o delegado Vitor Santos de Jesus em coletiva no final de semana.
Ainda segundo o delegado, o amigo do PM recebeu uma ligação em seguida e foi convocado para dar satisfações. Ele convenceu o policial a ir junto.
"Chegando lá, o PM teria sido desarmado, arrebatado e levado para um lugar que ainda estamos investigando".
"Nesse local, teria ocorrido um julgamento sumário, e o policial teria sido condenado à morte pelo simples fato de ser policial e de estar 'no lugar errado, na hora errada'. 'Não poderia estar ali' naquela região, que seria um reduto do crime, vamos dizer assim. A partir daí demos sequência na investigação", disse o delegado.
Alguém foi preso?
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), quatro suspeitos estão presos temporariamente, entre eles o proprietário do sítio onde o corpo foi encontrado. Em nota, a pasta afirmou lamentar a morte do agente e disse que as investigações continuam para identificar e responsabilizar todos os envolvidos no caso.