A campanha de Lula confirmou que aceitará as exigências de Flávio Bolsonaro para a quebra mútua de sigilos bancários e telefônicos no TSE. O petista autorizou o acesso a seus dados e de assessores, exigindo que o senador cumpra o mesmo prazo para reciprocidade. A estratégia busca demonstrar transparência perante o eleitorado, embora interlocutores de Lula apontem omissões na proposta do adversário, cobrando a abertura dos registros ligados à empresa Halcazar Holding.
O embate político do segundo turno ganhou novos desdobramentos após os desdobramentos sobre a quebra de sigilos de Lula e Flávio. O senador Camilo Santana (PT-CE), coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), confirmou que o candidato aceitará todas as condicionantes impostas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL). A iniciativa partiu originalmente do próprio petista durante o debate presidencial na Band, e a resposta oficial concordando com as exigências do adversário será protocolada diretamente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), segundo o g1.
A equipe do presidente definiu que entregará o documento de autorização para a abertura das contas bancárias e registros telefônicos às 11h. A campanha fixou o mesmo horário como limite para que Flávio Bolsonaro ou seus representantes legais formalizem a concordância e apresentem a liberação irrestrita de seus dados à Justiça Eleitoral. O objetivo da estratégia petista é demonstrar transparência perante o eleitorado e pressionar o rival a cumprir o desafio de forma recíproca.
Entre os termos impostos pela candidatura do PL e aceitos pelo petista está a devassa nos dados de Marco Aurélio Santana Ribeiro (Marcola), ex-chefe de gabinete da Presidência, além de outros auxiliares diretos. Por outro lado, interlocutores da campanha de Lula apontaram contradições no documento apresentado por Flávio, questionando a ausência de dados relativos à empresa Halcazar Holding. Segundo os coordenadores petistas, a firma estaria associada a uma conta compartilhada com o advogado Willer Tomaz e precisaria integrar o pacote de dados abertos ao público.