Galinha vira apoio emocional e transforma rotina de adolescente com autismo em Campinas

'Pops' foi adotada como animal de apoio emocional e passou a acompanhar Nicolas em diferentes momentos do dia

4 jul 2026 - 17h19
Resumo
Adolescente diagnosticado com autismo em Campinas encontra apoio emocional em uma galinha garnisé, que ajuda na socialização, autonomia e no enfrentamento de desafios emocionais e sociais.
'Pops' foi adotada como animal de apoio emocional e passou a acompanhar Nicolas em diferentes momentos do dia
'Pops' foi adotada como animal de apoio emocional e passou a acompanhar Nicolas em diferentes momentos do dia
Foto: Gabriela Ramos/ G1/EPTV

Diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), o jovem Nicolas Silva ganhou uma companhia inseparável nos últimos três anos. O adolescente de Campinas (SP) encontrou na galinha garnisé Pops uma importante fonte de apoio emocional. 

Segundo a EPTV, afiliada da TV Globo, a ave ajuda o garoto a lidar com momentos de ansiedade e estresse. "Me acalma", resume ele ao falar sobre o animal.

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A mãe, a motorista de aplicativo Priscila Silva, conta que percebeu ainda na infância comportamentos diferentes no filho, que nasceu prematuro e recebeu o diagnóstico de autismo apenas aos 8 anos. 

Durante a pandemia de Covid-19, um psiquiatra recomendou que Nicolas tivesse um animal de apoio. Depois de tentativas com outros bichos, foi Pops, levada da casa de uma amiga da avó, que criou um vínculo especial com Nicolas e passou até a acompanhá-lo em algumas sessões de terapia.

A relação entre os dois também contribuiu para a socialização e a autonomia. O adolescente, que já enfrentou episódios de preconceito e agressões na escola, hoje estuda em uma instituição que cria galinhas e costuma visitar as aves nos intervalos. 

Ele também é bolsista em um curso técnico de tecnologia da informação e chegou a participar de aulas de robótica.

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Para Priscila, o maior objetivo é preparar o filho para o futuro. Ela afirma que deseja vê-lo cada vez mais independente e acredita que a convivência com Pops tem papel importante nesse processo. 

"Ela é bonitinha, boazinha, não é barulhenta. Eu falo que essa foi feita para ele (...), eu não vou estar aqui para sempre. Quero deixar meu filho capaz de fazer tudo sozinho. É para isso que eu vivo", declarou.

Fonte: Portal Terra
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