Pastor Márcio Poncio é preso em ação da PF; Bacellar e filho de Cabral também são alvos

PF realiza quinta fase da Operação Unha e Carne nesta quinta-feira, 2

2 jul 2026 - 07h18
(atualizado às 09h54)
Pastor Márcio Poncio é preso em operação da PF que investiga lavagem de dinheiro
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A Polícia Federal (PF) realiza, nesta quinta-feira, 2, a quinta fase da Operação Unha e Carne. Entre os alvos de mandados de prisão preventiva estão o pastor Márcio Poncio, o contraventor Adilsinho e o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar. Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador do Rio Sérgio Cabral, é alvo de mandado de busca e apreensão. A investigação apura um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas em favor da facção Comando Vermelho. Os investigadores ainda não divulgaram qual seria a relação de Poncio com o esquema.

Adilsinho e Bacellar já estavam presos. Poncio foi preso na manhã desta quinta-feira, segundo a PF. Bacellar, que é ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), será transferido para um presídio federal.

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A operação foi motivada por listas apreendidas de Adilsinho, chefe da nova direção do jogo do bicho no Rio de Janeiro, que indicariam registros de pagamento de propina a políticos, doações eleitorais e lavagem de dinheiro do crime organizado.

Pastor Marcio Poncio é alvo de mandado de prisão em operação da PF
Pastor Marcio Poncio é alvo de mandado de prisão em operação da PF
Foto: Reprodução

Além dos mandados de prisão preventiva, há 14 mandados de busca e apreensão. Os endereços ligados aos investigados ficam nas cidades do Rio de Janeiro e São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Além disso, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o sequestro de bens e valores até o montante de cerca de R$ 22 milhões. As ordens foram expedidas pelo ministro Alexandre de Moraes

De acordo com a investigação, a nova fase da operação apura indícios de lavagem de dinheiro praticada pelo "capo" (Adilsinho) da nova cúpula do jogo do bicho, e possível ramificação do esquema junto a integrantes dos poderes Executivo e Legislativo do Rio de Janeiro.

O termo “capo”, utilizado pela própria Polícia Federal para se referir a Adilsinho, deriva de caporegime e designa um integrante de alto escalão da máfia italiana. Na estrutura dessas organizações criminosas, o capo é responsável por comandar um grupo de soldados e administrar as atividades criminosas em uma determinada área de atuação.

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As investigações continuam para analisar o material apreendido, e identificar o fluxo financeiro investigado e a apuração da participação de eventuais beneficiários, intermediários e operadores do esquema.

Ainda de acordo com a PF, a ação se insere no contexto da decisão do STF no âmbito do julgamento da ADPF 635/RJ (ADPF das Favelas) que, dentre outras providências, determinou que a Polícia Federal conduzisse investigações sobre a atuação dos principais grupos criminosos violentos em atividade no estado e suas conexões com agentes públicos.

O Terra tenta contato com as defesas dos alvos da operação.

(*Com informações do Estadão)

Fonte: Portal Terra
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