Flávio Bolsonaro (PL), que liderou o 1º turno com 47,03% dos votos, anunciou o apoio de Augusto Cury (Avante), 3º colocado com 2,89%, para o 2º turno contra Lula (PT). O apoio foi condicionado a um termo de compromisso que inclui o fim da reeleição e o descarte de perseguições políticas. Além de Cury, Flávio já obteve o apoio de Ronaldo Caiado e Romeu Zema. Na mesma transmissão, o senador garantiu a manutenção de programas sociais, como o Bolsa Família, e das aposentadorias.
O senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) anunciou nesta quinta-feira que recebeu o apoio do ex-candidato Augusto Cury (Avante) para a disputa do segundo turno da eleição presidencial contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No domingo, Flávio venceu o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Cury ficou no terceiro lugar, com 2,89% dos votos válidos.
"Neste segundo turno decidi dar um voto de confiança a Flávio Bolsonaro", disse Cury em vídeo exibido na live semanal do candidato do PL à Presidência da República.
"Mas deixo claro: não é um cheque em branco", acrescentou Cury.
Os dois conversaram mais cedo, ocasião em que Cury apresentou um termo de compromisso com uma série de tópicos de seu interesse, que foram acolhidos por Flávio. Dentre eles está o fim da reeleição, medida já defendida pelo candidato do PL, e a disposição de não buscar "vingança" contra os que têm posicionamento político diferente.
"Hoje eu assinei esse compromisso aqui com o Augusto Cury", disse Flávio na live.
"Eu vou buscar o tempo inteiro isso aqui, não vou olhar para trás, vou quebrar os retrovisores."
Flávio aproveitou a transmissão ao vivo para desmentir o que acusou serem vídeos manipulados e garantiu que não irá extinguir programas sociais do governo, caso do Bolsa Família e do Pé de Meia, ou as aposentadorias.
Nesta semana, Flávio já havia recebido o apoio dos ex-governadores de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), ambos de direita, quinto e sexto colocados no primeiro turno, respectivamente.