O presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu o caso relatado por André Mendonça que incluía relatório da PF apontando elos do banqueiro Daniel Vorcaro com Alexandre de Moraes, Andrei Rodrigues e Paulo Gonet. Fachin também paralisou a reação de Moraes, que pedia a investigação de Mendonça por abuso de autoridade ao acusá-lo de direcionar apurações. A decisão veta apurações contra ministros da Corte sem envio prévio à presidência e remete o embate ao plenário para julgamento no dia 15 de setembro.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, determinou nesta quarta-feira a suspensão do caso relatado pelo colega André Mendonça em que foi produzido um relatório da Polícia Federal que apontou vínculos do banqueiro Daniel Vorcaro com o colega Alexandre de Moraes, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Em 10 páginas de decisão tornada pública, Fachin disse que o plenário deve analisar o caso de forma extraordinária na próxima terça-feira, dia 15 de setembro.
Na sua decisão, o presidente do STF deixou claro que é para suspender "todo e qualquer procedimento que verse sobre potencial investigação em face de integrantes deste Supremo Tribunal Federal, os quais devem ser preliminarmente remetidos a esta presidência".
O caso relatado por Mendonça, que tornou público na terça-feira da semana passada o teor do relatório da PF de 218 páginas, levou a um grave embate dele com Moraes, que fez um contra-ataque e pediu a investigação do colega por abuso de autoridade e improbidade administrativa. Moraes acusou Mendonça de direcionar alvos das apurações que conduz nos inquéritos do Banco Master e dos desvios de recursos do INSS.
Tentando colocar um freio de arrumação na disputa entre os dois, Fachin também ordenou o congelamento do pedido de Moraes contra Mendonça.