‘Se ficar provado, ele tem que responder’, diz pai de adolescente investigado por morte de cão Orelha

Quatro adolescentes estão sendo investigados pelo caso em Florianópolis

1 fev 2026 - 22h16
Resumo
O pai de um dos adolescentes investigados pela morte do cão Orelha afirma que ele deve responder pelo ato, se comprovado, enquanto as investigações continuam com análise de celulares e depoimentos, mas sem provas concretas até o momento.
Pai de adolescente investigado por morte de cão Orelha
Pai de adolescente investigado por morte de cão Orelha
Foto: Reprodução/Globo

O pai de um dos adolescentes investigados pela morte do cão Orelha afirmou que o ‘não é de passar a mão na cabeça’ do filho. De acordo com o homem que não teve a identidade revelado, o rapaz terá que responder pelo ato, caso sua participação no crime seja provada.

“A educação que eu e minha esposa damos para ele não foi de passar a mão na cabeça dele. Se fez alguma coisa e ficar provado, ele tem que responder. Mas tem que ser provado, até agora só foram acusações, acusações, acusações e não tem nada, não apresentaram absolutamente nada. A gente quer justiça tanto quanto as outras pessoas”, disse ao Fantástico, da Globo.

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Dois dos quatro adolescentes acusados de envolvimento no caso voltaram dos Estados Unidos nesta semana. Segundo familiares, a viagem estava prevista com a turma da escola desde antes das investigações.

Assim que desembarcaram no Brasil, eles tiveram os aparelhos celulares apreendidos. Agora, a Polícia Científica busca informações que possam ajudar nos próximos passos da investigação.

Como o Estatuto da Criança e do Adolescente proíbe a divulgação de informações sobre menores de 18 anos que possam estar envolvidos atos infracionais, os nomes dos quatro rapazes não foram revelados.

Também ao Fantástico, Rodrigo Duarte da Silva, advogado de duas das famílias envolvidas nas investigações, reforçou o discurso do pai de um dos garotos.

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“Nós esperamos que os depoimentos sejam colhidos o quanto antes, que a verdade venha à tona e, a partir daí, todos os adolescentes que não têm culpa alguma no caso sejam publicamente inocentados e, se eventualmente algum deles tiver alguma parcela de contribuição com qualquer maus-tratos ou com qualquer pequeno delito de quiosque ou de caminhar nas ruas e etc., que eles sejam, sim, responsabilizados, mas na medida da sua culpabilidade, por óbvio”, explicou

Segundo Renan Balbino, delegado de Adolescentes em Conflito com a Lei, a polícia ouviu mais de 20 testemunhas e analisou cerca de mil horas de imagens de câmeras de segurança da Praia Brava, em Florianópolis.

A suspeita de envolvimento dos garotos surgiu por causa de “um fecho de indícios convergentes”, de acordo com o delegado. Porém, não há imagens do momento exato da agressão ao cachorro.

Fonte: Portal Terra
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