Prefeito do Rio mostra ‘perplexidade’ com perdão judicial a Monique Medeiros em julgamento pela morte de Henry Borel

Eduardo Cavaliere também afirmou que professora seguirá fora do quadro de funcionários da rede municipal de ensino

5 jun 2026 - 16h36
(atualizado às 17h54)
Caso Henry Borel: Jairinho é condenado a 43 anos; mãe recebe perdão judicial
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O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere (PSD), se posicionou contra o perdão judicial à Monique Medeiros, mãe de Henry Borel. Por meio das redes sociais, o político apontou a ‘perplexidade’ causada pela decisão, apesar de reforçar que ela deve ser seguida.

“Causa certa perplexidade a decisão da Justiça de perdoar a pena de Monique Medeiros, condenada pelo homicídio culposo do próprio filho, o menino Henry Borel. Uma criança inocente e indefesa, alvo de constantes agressões, que foi brutalmente torturada e assassinada dentro de casa pelo padrasto Jairinho condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão. Tudo na presença da mãe”, escreveu.

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Ao opinar sobre o perdão concedido a Monique, Cavaliere destacou que o afastamento dela da função de professora na rede municipal do Rio de Janeiro será integralmente mantido.

“Enquanto prefeito, pai e cidadão, farei de tudo para assegurar que as salas de aula sejam um ambiente não só de aprendizado, mas de proteção e respeito às nossas crianças. E não medirei esforços para garantir que esta ex-servidora jamais retorne aos quadros da Prefeitura”, continuou.

Após receber o perdão judicial no julgamento pela morte do filho, Monique deixou o Complexo Penitenciário de Gericinó, no Rio de Janeiro, por volta das 14h50 da tarde de quinta, 4. Por sua vez, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o ‘Dr. Jairinho’, foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão.

Apesar do perdão judicial pela morte do filho, Monique foi sentenciada a 1 ano e 4 meses de detenção pelo crime de tortura. No entanto, como já cumpriu o período correspondente em prisão preventiva, a pena foi considerada extinta. O julgamento foi o mais longo da história do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

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A decisão de conceder perdão judicial a Monique e afastar sua responsabilização pela morte de Henry provocou reação do Ministério Público. Após a leitura da sentença, já na madrugada desta quinta-feira, o promotor Fábio Vieira afirmou que o órgão pretende recorrer do resultado. Segundo ele, a acusação defendia que a mãe da criança também fosse condenada pelo homicídio.

Monique Medeiros no julgamento pela morte do filho
Monique Medeiros no julgamento pela morte do filho
Foto: Divulgação/TJRJ

A avaliação foi compartilhada pelo pai de Henry, Leniel, que criticou o desfecho do julgamento em relação a Monique e classificou o resultado como uma nova violência contra a memória do filho. 

"E agora venho para vocês falar que mataram o meu filho pela terceira vez. O que foi falado ali agora é que a misoginia matou o Henry. O Henry representa essas milhares de crianças que são vítimas todo dia e, por causa de decisões como essa, se abre precedente para outras mães, genitoras, que possam matar os seus filhos, que possam permitir que seus filhos sejam mortos", declarou Leniel. "O que a gente espera de uma mãe? É proteção", acrescentou ele.

Fonte: Portal Terra
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