O pedreiro Edilson Takahara assumiu a própria defesa em um processo na Justiça do Trabalho e, após fazer a sustentação oral, foi elogiado pelo juiz responsável pela sessão: “Pode mudar de profissão”. O caso aconteceu no último dia 17 na tribuna da 2ª turma do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 11ª região, que abrange os estados do Amazonas e de Roraima.
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O caso diz respeito a uma ação trabalhista em que um condomínio tentava reverter o reconhecimento de vínculo de trabalho do pedreiro, argumentando que ele prestava serviços de forma autônoma. A sessão está disponível no canal do YouTube do Tribunal.
Takahara começou sua sustentação agradecendo pelo acolhimento e seguiu: "Para mim, não é tão fácil; acho que todo mundo sabe disso. Porque eu tive que me esforçar para vencer essa barreira de criar coragem de vir até aqui, mesmo com todo mundo dizendo: "Olha, não adianta, você não vai saber falar". Então, eu me esforcei estudando o básico em relação à CLT, em relação ao meu caso."
O pedreiro, então, discorreu sobre o caso e apresentou seus argumentos, falando sobre “a realidade concreta” que viveu durante a obra.
Após sua fala, o juiz convocado Sandro Nahmias Melo comentou a situação: "Está sendo um momento representativo e faz jus à história da Justiça do Trabalho, à Justiça do Trabalho que sempre tem se permanecido acessível ao jurisdicional e tem como uma característica histórica o juiz postulante”.
O juiz, além de dar um parecer em torno da manifestação apresentada, falou sobre o zelo de Takahara no tribunal. “E eu já digo ao Sr. Takahara que, nesse tempo em que se aplicou o estudo para vir fazer a sustentação, com certeza já pensou em mudar de profissão”, disse.
“Pode mudar de profissão, porque a lógica de argumentos acabou sendo melhor do que muitas sustentações que essa turma tem ouvido de doutos patronos”, continuou o relator.
“Pode mudar de profissão, porque a lógica de argumentos acabou sendo melhor do que muitas sustentações que essa turma tem ouvido de doutos patronos”, continuou o relator.