Um prédio comercial de quatro andares desabou no Brás, centro de São Paulo, na tarde de sexta-feira. Todas as 35 pessoas que estavam no local foram retiradas, sendo quatro levadas à UPA com ferimentos leves. Segundo a Segurança Pública, o desabamento pode ter começado pelo excesso de peso de contêineres de mercadorias no mezanino. Bombeiros e cães farejadores atuaram na contenção da área. Este é o segundo desabamento de grande porte na capital paulista em menos de dois meses.
Um prédio de quatro andares desabou no final da tarde desta sexta-feira, 6, na altura do número 192, da Rua Maria Joaquina, no Brás, região central de São Paulo. A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros estão no local e atendem a ocorrência. O local está totalmente isolado. Informações iniciais indicam que uma loja de roupas funcionava no prédio.
De acordo com a capitã Karoline Magalhães, porta-voz do Corpo de Bombeiros, 35 pessoas estavam dentro do imóvel, sendo que oito conseguiram sair antes da chegada da corporação. Os 27 que permaneceram foram resgatados e quatro foram encaminhados para a UPA da Mooca com ferimentos leves e quadro estável.
As causas do desabamento ainda não foram esclarecidas. A prioridade agora é verificar e confirmar que não há outras vítimas no imóvel. Para isso, cães farejadores atuam no local.
Imagens mostram o local sob uma pilha de escombros, concreto quebrado e metal retorcido. Apenas a estrutura fachada segue de pé.
O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, disse que conversou com a proprietária da loja - a mulher seria chinesa e não teve a sua identidade revelada. "Ela recebeu dois containers. Um foi descarregado de manhã e ela levou para cima. Depois das 18, começaram a descarregar o outro, por isso tinham 35 pessoas no local. A perícia ainda vai apontar, mas a queda começou no mezanino, em cima, onde ele colocou muito peso", disse.
Os Bombeiros foram acionados por volta das 18h40. A corporação informou empenhou 51 homens e 17 viaturas até o local.
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) precisou bloquear a Rua Maria Joaquina, a Rua Xavantes com a Rua Mendes Jr. e a Rua Oriente com a Rua Xavantes. Trata-se de um dos principais centros de comércio popular da capital paulista.
Segundo caso em menos de 60 dias
Trata-se do segundo caso de desmoronamento com gravidade na capital em menos de 60 dias. Em 12 de setembro, seis pessoas morreram, incluindo uma criança, após o desabamento de um prédio em construção sobre uma casa na Penha, também na zona leste paulistana.
Um homem apontado como sócio-proprietário oculto da construtora responsável pela construção do edifício foi preso temporariamente. Outros dois mandados de prisão temporária foram expedidos contra representantes da empresa, que chegou a ter seus empreendimentos bloqueados na cidade.
O engenheiro Fabio José de Oliveira, que vistoriou o prédio que desabou, identificou falhas graves e risco de colapso na construção, conforme depoimento prestado à Controladoria-Geral do Município de São Paulo (CGM) em 18 de setembro. A liberação da obra pela fiscalização municipal se tornou alvo de investigação.