Uma mulher de 48 anos morreu, na manhã de terça-feira, 26, no hall do prédio em que funcionava uma clínica onde ela havia passado por procedimento estético no dia anterior, no bairro do Brooklin, em São Paulo. A vítima era a maquiadora Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro Vieira, que morava em Jardim, em Mato Grosso do Sul, e tinha ido à capital paulista para o procedimento.
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Roseli teria começado a passar mal no dia seguinte ao procedimento estético, realizado pela médica Tábita Nunes, de 36 anos, que se apresenta como especialista em harmonização glútea. A vítima relatou fortes dores e mal-estar e tomou medicamentos, alguns prescritos pela profissional.
Em nota, a médica disse ter orientado que Roseli retornasse à clínica para atendimento. Mas, segundo a Polícia Civil, ao chegar ao prédio do consultório, a maquiadora sofreu parada cardiorrespiratória e não respondeu aos procedimentos de reanimação realizados pela médica e pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).
A Polícia Militar foi acionada ao local já com a informação de que a vítima estava morta. O caso foi registrado como morte suspeita – morte acidental e homicídio no 27º DP, e está sendo investigado.
A defesa da médica Tábita Nunes se manifestou afirmando que ela "aguarda, com serenidade e respeito, a conclusão dos laudos oficiais sobre a causa da morte da paciente, bem como o avanço das investigações conduzidas pelas autoridades competentes".
Segundo a nota, no dia da realização do procedimento, a paciente foi liberada em boas condições clínicas, consciente, sem queixas de dores e sem intercorrências.
Com relação à morte de Roseli, a defesa diz que a mulher apresentou um agravamento súbito do estado de saúde, e que a profissional teria realizado todas as manobras de reanimação até a chegada do SAMU. A nota diz ainda que "neste momento, qualquer afirmação sobre a causa do óbito seria precipitada" e que Tábita Nunes está à disposição para prestar os esclarecimentos necessários.
Em seu registro como médica, consta que Tábita se formou há mais de 10 anos, em 2015, mas que não possui especialidade registrada.