Mulher morre em hall de clínica um dia após passar por procedimento estético em SP

Maquiadora de 48 anos teria realizado uma harmonização de glúteo um dia antes de morrer

27 mai 2026 - 10h16
(atualizado às 11h17)
Roseli Fernandes tinha 48 anos e morava em Mato Grosso do Sul
Roseli Fernandes tinha 48 anos e morava em Mato Grosso do Sul
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Uma mulher de 48 anos morreu, na manhã de terça-feira, 26, no hall do prédio em que funcionava uma clínica onde ela havia passado por procedimento estético no dia anterior, no bairro do Brooklin, em São Paulo. A vítima era a maquiadora Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro Vieira, que morava em Jardim, em Mato Grosso do Sul, e tinha ido à capital paulista para o procedimento. 

Roseli teria começado a passar mal no dia seguinte ao procedimento estético, realizado pela médica Tábita Nunes, de 36 anos, que se apresenta como especialista em harmonização glútea. A vítima relatou fortes dores e mal-estar e tomou medicamentos, alguns prescritos pela profissional.

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Em nota, a médica disse ter orientado que Roseli retornasse à clínica para atendimento. Mas, segundo a Polícia Civil, ao chegar ao prédio do consultório, a maquiadora sofreu parada cardiorrespiratória e não respondeu aos procedimentos de reanimação realizados pela médica e pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

A Polícia Militar foi acionada ao local já com a informação de que a vítima estava morta. O caso foi registrado como morte suspeita – morte acidental e homicídio no 27º DP, e está sendo investigado. 

A defesa da médica Tábita Nunes se manifestou afirmando que ela "aguarda, com serenidade e respeito, a conclusão dos laudos oficiais sobre a causa da morte da paciente, bem como o avanço das investigações conduzidas pelas autoridades competentes".

Segundo a nota, no dia da realização do procedimento, a paciente foi liberada em boas condições clínicas, consciente, sem queixas de dores e sem intercorrências.

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Com relação à morte de Roseli, a defesa diz que a mulher apresentou um agravamento súbito do estado de saúde, e que a profissional teria realizado todas as manobras de reanimação até a chegada do SAMU. A nota diz ainda que "neste momento, qualquer afirmação sobre a causa do óbito seria precipitada" e que Tábita Nunes está à disposição para prestar os esclarecimentos necessários. 

Em seu registro como médica, consta que Tábita se formou há mais de 10 anos, em 2015, mas que não possui especialidade registrada. 

Fonte: Portal Terra
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