A Justiça determinou a transferência imediata de três líderes da facção Os Manos do Presídio de Três Passos para a Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC). A medida acolhe pedido da Polícia Civil de Santa Catarina após investigações revelarem que o trio comandava, de dentro das celas via celular, o narcotráfico e violentas extorsões com ameaças de morte e incêndios na divisa entre RS e SC. O isolamento busca interromper a comunicação dos detentos e desarticular a cadeia de comando.
O Poder Judiciário determinou a transferência imediata de três homens identificados como lideranças da facção criminosa Os Manos do Presídio Estadual de Três Passos para a Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC). A decisão acolheu uma representação da Polícia Civil de Itapiranga (SC), com parecer favorável do Ministério Público, fundamentada em riscos à ordem pública e reiteração criminosa.
Conforme o inquérito policial, o trio coordenava operações de narcotráfico e esquemas de extorsão na região de divisa entre o Rio Grande do Sul e o Extremo-Oeste catarinense. Mesmo recolhidos no sistema penitenciário regional, os investigados continuavam operando ativamente na gestão do crime por meio de aparelhos celulares e aplicativos de mensagens clandestinos.
Ameaças de morte e queima de estabelecimentos
A investigação mapeou as táticas de intimidação utilizadas pelo grupo para coagir vítimas e comerciantes locais:
Extorsões violentas: cobrança de valores sob ameaças de assassinatos e ataques incendiários contra residências e pontos comerciais;
Comando remoto: envio de ordens diretas de dentro das celas para executores e operadores da facção que atuavam nas ruas;
Isolamento de segurança máxima: a transferência para a PASC busca interromper o acesso a dispositivos de comunicação e desarticular a cadeia de comando do grupo.
A Polícia Civil destacou que as apurações continuam em andamento e novas representações para remoção de detentos poderão ser encaminhadas caso outros elos da organização criminosa sejam identificados no interior dos presídios regionais.