Uma mulher de 49 anos foi encontrada morta na quarta-feira (4), amarrada a uma pedra dentro de uma cisterna na zona rural de Venâncio Aires (RS). Seu ex-companheiro, de 67 anos, confessou o crime e foi preso em flagrante. Ele tentou forjar um álibi registrando o falso desaparecimento da vítima, além de ter lavado a cena do crime e queimado um colchão ensanguentado. Motivado por desavenças financeiras, o homem responderá por feminicídio, ocultação de cadáver e fraude processual.
Uma mulher de 49 anos, desaparecida desde o sábado (31), foi encontrada morta na noite desta quarta-feira (4) no interior de uma cisterna na localidade de Linha Cerro dos Bois, zona rural de Venâncio Aires, no Vale do Rio Pardo. O ex-companheiro da vítima, de 67 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Civil e confessou a autoria do homicídio e a ocultação do cadáver. As identidades de ambos não foram divulgadas oficialmente pelas autoridades.
A localização do corpo ocorreu após vizinhos notarem manchas de sangue na residência da mulher e sentirem forte odor no entorno do terreno. Durante as buscas na propriedade, as equipes encontraram a vítima submersa na cisterna, com o corpo amarrado a uma pedra utilizada para mantê-lo submerso e dificultar a localização.
Fraude processual e tentativa de ocultar provas
O investigado tentou criar um álibi formal: foi ele próprio quem compareceu à delegacia para registrar o boletim de ocorrência de desaparecimento da ex-companheira no início da semana. Contudo, os elementos periciais colhidos desmentiram a versão inicial:
Cena do crime adulterada: a perícia técnica identificou que o assassinato ocorreu dentro de um dos quartos da residência; o ambiente apresentava marcas de sangue e indícios de lavagem para eliminação de vestígios biológicos;
Destruição de materiais: os investigadores constataram que um colchão impregnado com sangue da vítima foi queimado no pátio após o crime;
Contradições e confissão: confrontado com inconsistências em seus relatos e provas técnicas apresentadas pela polícia, o homem admitiu o assassinato e detalhou como escondeu o corpo.
Motivação e andamento do inquérito
O casal manteve uma união estável e estava separado há cerca de dois anos, mas continuava convivendo em contato frequente — inclusive tendo jantado juntos na noite anterior ao desaparecimento. A apuração inicial aponta desavenças financeiras como o principal motivo do crime.
Não havia registros prévios de violência doméstica entre os dois nem medidas protetivas solicitadas pela mulher. O homem responderá por feminicídio, ocultação de cadáver e fraude processual. A Polícia Civil mantém diligências para averiguar se houve a cooperação de terceiros na tentativa de queimar provas e ocultar o corpo na cisterna.