Jovem tem os dois joelhos quebrados após aparelho de academia ceder com 180 kg

Incidente aconteceu no dia 1º de abril, em uma academia de Brasília, e é investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal

10 abr 2026 - 18h54
(atualizado às 19h24)
Jovem tem os dois joelhos quebrados após aparelho de academia ceder com 180 kg em Brasília (DF)
Jovem tem os dois joelhos quebrados após aparelho de academia ceder com 180 kg em Brasília (DF)
Foto: Arquivo Pessoal

Uma jovem de 16 anos teve os dois joelhos quebrados após um aparelho de musculação, carregado com 180 kg, ceder sobre suas pernas em uma academia da Asa Norte de Brasília (DF). O caso é investigado como lesão corporal pela Polícia Civil do Distrito Federal

O acidente aconteceu no dia 1º de abril. A vítima, identificada como Júlia Stefany Cotrim Beserra, praticava musculação regularmente desde 2024 e, na ocasião do incidente, fazia um exercício de elevação pélvica com uma carga que já estaria acostumada a levantar. 

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No entanto, ao iniciar o exercício, o cinto do aparelho, fixado à região pélvica, teria se soltado e deslizado em direção ao joelho, pressionando violentamente as pernas de Júlia contra o solo. 

Imagens obtidas pelo Terra mostram o momento em que Júlia pede socorro por conta da dor e é auxiliada por outros alunos e funcionários da academia. Ela foi imobilizada até a chegada do Corpo de Bombeiros e, então, encaminhada ao Hospital de Base do Distrito Federal. 

Na unidade, ela passou por exames de raio X e tomografia computadorizada, que constataram fraturas em ambos os joelhos da aluna. Os médicos a orientaram a se afastar das atividades de musculação por pelo menos um ano. Ela também não poderá andar por alguns meses.

Em depoimento à Polícia Civil, Júlia não soube responder se o aparelho teria apresentado alguma falha decorrente de manutenção inaqueada, mas destacou que usava o equipamento com frequência, inclusive com a mesma carga carregada no dia do acidente, sem ter tido qualquer tipo de problema anteriormente. 

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Atualmente, a jovem permanece em tratamento sob forte medicação, à base de morfina, e terá de passar por cirurgia de emergência, com o objetivo de evitar sequelas permanentes. 

A gravidade do caso levou a família de Júlia a buscar por tratamento particular. O advogado Marco Vicenzo, que representa os familiares da vítima, criticou o atendimento médico inicial, e diz que a prioridade é garantir a realização da cirurgia de urgência. 

“Ela foi atendida no hospital e mandada pra casa com os dois joelhos quebrados, como se estivesse bem. Agora: ou a família tem que se virar para pagar uma cirurgia particular; ou eu vou garantir na Justiça, por liminar. Se não, ela pode perder as duas pernas. A prioridade é garantir a cirurgia. Depois, responsabilizar os culpados", afirmou Vicenzo. 

O Terra tenta contato com a administração da academia. O espaço segue aberto para manifestação. O caso permanece sob investigação na 5ª Delegacia de Polícia de Brasília. 

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Fonte: Portal Terra
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