Um homem morreu e outro foi preso após entrarem em confronto armado com policiais civis na manhã deste sábado (30), na Zona Norte de Porto Alegre. O tiroteio ocorreu durante as diligências do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que apurava uma execução motivada pela disputa do tráfico de drogas ocorrida horas antes, dentro de uma residência na Vila Santo André. As identidades dos envolvidos não foram reveladas pelas autoridades.
Segundo o delegado Gabriel Borges, os agentes identificaram os prováveis autores do primeiro crime, que já eram acompanhados pela equipe de investigação. Ao se aproximarem do ponto apontado como o esconderijo dos suspeitos, também na Vila Santo André, os policiais foram recebidos a tiros pelos criminosos, dando início ao primeiro confronto da manhã.
Na primeira troca de tiros, um dos suspeitos foi rendido e preso portando uma arma de fogo. O segundo homem conseguiu romper o cerco policial e iniciou uma fuga a bordo de um veículo Chevrolet Onix. De acordo com o relato dos agentes, o fugitivo continuou disparando contra as viaturas durante o acompanhamento tático.
A perseguição terminou nas proximidades da Arena do Grêmio, onde o suspeito foi localizado já sem vida no interior do automóvel. Uma mulher que conduzia o veículo no momento da abordagem foi detida no local, e a Polícia Civil abriu uma linha de apuração para determinar qual o nível de envolvimento e colaboração dela na fuga do criminoso.
Os policiais civis envolvidos na ocorrência sofreram apenas ferimentos leves e receberam atendimento. Conforme o histórico verificado pelas equipes do DHPP, tanto o homem preso quanto o que foi a óbito possuíam uma extensa ficha de antecedentes criminais, com registros por homicídio.
A ação resultou na apreensão imediata de dois revólveres. Os policiais relataram ainda que, durante o trajeto de fuga, o condutor arremessou uma pistola nas águas do Rio Guaíba. Uma equipe de mergulhadores do Corpo de Bombeiros foi acionada e realiza buscas na região para tentar recuperar o armamento.
A perícia trabalhará no confronto balístico das armas apreendidas. A principal suspeita do DHPP é de que ao menos um dos revólveres tenha sido utilizado no assassinato da madrugada, o que consolidaria a autoria da dupla nos dois crimes.