Imagina ser levado para a delegacia por engano? É o que tem acontecido com frequência com Ailton Alves de Sousa, de 41 anos, em São Paulo. No período de sete meses, como relatou ao jornal SP2, da TV Globo, ele foi detido quatro vezes ao ser confundido com um foragido da Justiça por homicídio. Ao Terra, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP) informa que os dados cadastrados em sistema que geravam a confusão já foram ajustados.
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Ailton mora em Heliópolis, na Zona Sul de São Paulo. A última abordagem do tipo aconteceu nesta segunda-feira, dia 23, quando ele acompanhava sua mãe em uma consulta médica. No mesmo dia, policiais militares já teriam ido também até sua casa.
Ele conta se sentir constrangido com a situação, e que tem medo. “Eu sei que já aconteceram duas, três vezes, já é a quarta vez e toda vez eu sou levado. Eu não sei o que pode acontecer. Eu fico com medo, mesmo sem dever nada. Você fica com receio, com medo, com vergonha, da situação em si”, disse ao jornal.
Em nota enviada ao Terra nesta quinta-feira, 26, Secretaria da Segurança Pública informou que o nome do homem não consta mais no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP) e que seus dados pessoais, incluindo fotografia, também foram removidos da base estadual. Não foram fornecidas justificativas sobre o que porquê dos dados de Ailton estarem lá.
O que acontecia é que, por seus dados constarem neste banco de dados, ele era reconhecido pelo sistema de segurança Smart Sampa, um programa de segurança por meio de reconhecimento facial da prefeitura de São Paulo. Assim, policiais iam atrás dele após a identificação.
À reportagem, a Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) explicou que “não houve qualquer falha no funcionamento do programa Smart Sampa no caso mencionado”. Isso porque o sistema usa os dados oficiais da Justiça, e estes que estavam com o registro equivocado.
“O caso citado foi comunicado pela SMSU à Secretaria Segurança Pública de São Paulo para conhecimento e adoção das providências cabíveis. A Secretaria reitera que a atuação da Guarda Civil Metropolitana (GCM) ocorreu de forma regular, a partir de alerta emitido pelo sistema de reconhecimento facial, com posterior confirmação de mandado de prisão ativo no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP)”, finalizam, em nota.
O Terra busca contato com Ailton para mais informações. O espaço segue aberto, em caso de manifestações.