O Tribunal do Júri de Porto Alegre condenou quatro integrantes de facção pela execução e decapitação de um rival em 2022, motivadas por disputas do tráfico de drogas. Os réus receberam penas entre 23 e 26 anos de reclusão por homicídio qualificado, associação criminosa armada e vilipêndio de cadáver, após abandonarem a cabeça da vítima na Vila Cruzeiro. O processo segue pendente de recursos para outros três acusados que também devem ser julgados.
A disputa violenta entre organizações criminosas pelo controle do tráfico de drogas na Região Metropolitana resultou na condenação de quatro executores pelo Tribunal do Júri de Porto Alegre. O grupo foi apenado pelo envolvimento direto na morte de um rival em agosto de 2022, em um episódio marcado pela crueldade no descarte do corpo.
A acusação apresentada pelo MPRS detalhou que a vítima foi retirada à força de sua residência em Porto Alegre, conduzida até Viamão para ser morta e, posteriormente, teve a cabeça abandonada na Vila Cruzeiro. A prática de vilipêndio de cadáver foi qualificada como uma demonstração de força entre facções antagônicas que disputam pontos de venda de drogas.
Com base nas provas produzidas, os jurados confirmaram a responsabilidade dos réus pelos crimes de homicídio qualificado, associação criminosa armada, destruição e vilipêndio de cadáver. Duas das penas impostas pelo Judiciário atingiram 26 anos e 5 meses de reclusão, enquanto as duas restantes foram fixadas em 23 anos e 8 meses de reclusão, além de penas cumulativas de detenção e multa.
O encerramento deste julgamento marca mais uma etapa do processo movido pela Promotoria de Justiça gaúcha. A responsabilidade final sobre o homicídio ainda pendente de desfecho para outros três acusados, cujas denúncias dependem da apreciação de recursos interpostos nas cortes superiores antes da eventual apreciação pelo júri popular.