Um projeto de lei em Porto Alegre visa proibir o compartilhamento de conteúdos que retratam violência contra animais nas redes sociais para fins de entretenimento ou engajamento. Proposta pelo vereador Jonas Reis, a medida combate a espetacularização dos maus-tratos, mas mantém permitida a circulação de imagens destinadas a denúncias oficiais e identificação de infratores. A iniciativa busca coibir o uso do sofrimento animal como atrativo digital, regulando a ética do conteúdo online.
A busca por engajamento e visualizações em plataformas digitais entrou na mira do legislativo de Porto Alegre. Um novo projeto de lei complementar visa coibir a espetacularização da violência ao banir o compartilhamento de conteúdos que retratem crueldade contra animais em ambientes virtuais.
A proliferação de vídeos chocantes e atos de tortura animal transformou-se em um problema recorrente em grupos de mensagens e redes sociais. Segundo a justificativa do projeto, a banalização do sofrimento animal é alimentada pela busca por cliques ou pela celebração perversa de agressões brutais.
O texto submetido pelo vereador Jonas Reis estabelece limites claros entre o sensacionalismo e a utilidade pública. A nova norma veda a circulação de imagens para fins recreativos ou de engajamento, protegendo o direito de veiculação quando o objetivo for identificar infratores e registrar denúncias oficiais.
A iniciativa coloca Porto Alegre no debate sobre a regulação ética do conteúdo digital. Caso aprovada, a legislação criará diretrizes jurídicas para reprimir o uso da dor de seres sencientes como ferramenta de atração de público nas redes.
CMPA.