O corpo do cão Orelha, morto na Praia Brava, em Florianópolis, no início de janeiro, foi exumado na última quarta-feira, 11, para produção de um novo laudo sobre sua morte. O procedimento de exumação consiste na retirada do cadáver da sepultura para realização de exames complementares.
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A exumação foi um pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC), que fez a solicitação do procedimento na última segunda-feira, 9, “para a realização de perícia direta”.
O pedido foi feito após a análise do inquérito policial e dos boletins de ocorrência circunstanciados. A 10ª Promotoria de Justiça da Capital (Infância e Juventude) e a 2ª Promotoria de Justiça da Capital (área criminal) apontaram a necessidade de novas apurações para o regular andamento dos procedimentos.
A 2ª Promotoria solicitou esclarecimentos específicos para verificar se houve coação no curso do processo. Para isso, pediu a realização de novos depoimentos.
O procedimento foi autorizado pela Justiça catarinense e a exumação foi feita pela Polícia Científica que informou, nesta sexta-feira, 13, que um novo laudo deve ficar pronto em até 10 dias para detalhar a morte do cachorro comunitário.
Ao todo, o despacho do juiz André Milani, da Vara da Infância e da Juventude da Comarca da Capital, atendeu a 35 pedidos feitos pela Promotoria. Os demais pedidos também buscam aprofundar a investigação de vários atos infracionais atribuídos a adolescentes, que incluem maus-tratos a animais, ameaça, injúria e furto qualificado.
O cachorro vivia na região da Praia Brava, área turística da Capital. De acordo com investigação da Polícia Civil, ele foi agredido no dia 4 de janeiro e encontrado por moradores um dia depois. O cachorro foi levado ao veterinário, mas não resistiu aos ferimentos.