Caso Larissa Morata: polícia faz nova perícia em casa da vítima com uso de scanner 3D e luminol

Técnica em radiologia foi encontrada morta no domingo, 6, na casa onde morava na região metropolitana de São Paulo; marido policial foi preso como suspeito

11 set 2026 - 16h12
Resumo
A Polícia Civil realiza nova perícia com scanner 3D e luminol na casa de Larissa Morata, de 29 anos, encontrada morta com um tiro na cabeça em Embu das Artes. O marido da vítima, o policial militar Vinicius Costa Silva, está preso sob suspeita pelo crime, cometido com sua arma. A defesa do soldado sustenta a tese de suicídio decorrente do término da relação, enquanto os investigadores buscam esclarecer a dinâmica dos fatos e analisar novas provas apreendidas.

A Polícia Civil de São Paulo realiza, nesta sexta-feira, 11, uma nova perícia na casa em que Larissa Morata, de 29 anos, foi encontrada morta com um tiro na cabeça, em Embu das Artes. Ela morava com o marido no local, o policial militar Vinicius Costa Silva, de 26, preso suspeito pelo crime.

Os peritos vão utilizar um scanner 3D e luminol, composto químico que emite luz azul brilhante ao entrar em contato com o ferro presente no sangue, nesta nova análise da cena do crime. Os policiais buscam esclarecer as circunstâncias da morte da técnica em radiologia.

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Larissa Morata, de 29 anos, morreu com um ferimento provocado por disparo de arma de fogo na cabeça
Larissa Morata, de 29 anos, morreu com um ferimento provocado por disparo de arma de fogo na cabeça
Foto: Reprodução/ Redes Sociais / Estadão

De acordo com a Polícia Civil, o laudo necroscópico foi juntado aos autos nesta quinta-feira, 10, e foi cumprido mandado de busca e apreensão na residência da irmã do suspeito. Horas depois, ela se apresentou espontaneamente à delegacia e entregou o aparelho celular para análise.

"As informações serão analisadas. Também serão realizadas diligências periciais, incluindo exames com uso de luminol e reconstrução em 3D do local do crime, a fim de contribuir para o devido esclarecimento dos fatos", diz a polícia.

A técnica em radiologia foi encontrada morta no domingo, 6, na casa onde morava na região metropolitana de São Paulo.

O marido dela, o soldado Vinicius Costa Silva, foi preso na segunda-feira, 7, e encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes (PMRG).

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O que diz a defesa do policial?

O advogado Roberto Montanari Custódio, que representa a defesa de Silva, afirmou, em nota enviada ao Estadão, que o soldado "jamais praticaria qualquer ato de violência contra Larissa, pois, apesar do término no dia dos fatos, mantinham uma boa relação e tinham em comum o cuidado e o afeto pelo filho".

Custódio disse que a situação é "uma tragédia profundamente dolorosa, que atingiu de forma irreparável as famílias envolvidas e, sobretudo, o filho do casal". Segundo ele, a defesa entregará aos policiais "conversas anteriores entre Larissa e familiares de Vinicius nas quais ela manifestava pensamentos relacionados à possibilidade de tirar a própria vida diante de uma eventual ruptura do relacionamento".

"A defesa considera esse material relevante para a adequada compreensão do contexto e para o esclarecimento dos fatos", afirmou. Custódio acrescentou ainda que Silva confia que a investigação irá "esclarecer de forma objetiva a dinâmica dos acontecimentos e demonstrar que não praticou qualquer crime contra Larissa".

O que diz o boletim de ocorrência?

Segundo o boletim de ocorrência, Larissa foi encontrada caída no banheiro da casa onde morava, por volta das 11h de domingo. Ela tinha um ferimento na cabeça provocado por arma de fogo. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado e confirmou a morte da jovem.

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Uma arma, que pertencia a Silva, foi encontrada sob o corpo de Larissa. No banheiro também estavam um coldre, um carregador, munições e um estojo de munição.

O que Silva diz que aconteceu?

Em depoimento à Polícia Civil, Silva alegou que a Larissa tirou a própria vida. Segundo o soldado, os dois retomaram, na manhã de domingo, uma conversa sobre pôr fim ao relacionamento, mas a mulher "começou a chorar e ficou bastante abalada".

Ele disse que a abraçou e tentou acalmá-la. Após a conversa, o homem alegou ter ido dormir, até ser acordado por um estrondo muito forte que, inicialmente, pensou ser o som de um vidro quebrando.

O policial disse ter ouvido um desenho infantil na sala e acreditado que o filho pudesse ter quebrado um copo ou algum objeto. Ao chegar ao cômodo, porém, encontrou o menino brincando.

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Ele perguntou onde estava Larissa e, segundo seu relato, foi informado de que ela estava tomando banho. Silva foi até o banheiro, que fica atrás de uma estrutura do guarda-roupa com espelho no quarto do casal, e encontrou Larissa caída.

O soldado afirmou ter tentando se aproximar, mas ficou "extremamente abalado" com a cena. Segundo o policial, sua primeira ação foi ligar para o 190 para acionar equipes policiais e atendimento médico. Após a chegada dos policiais, ele afirmou que entrou em contato com familiares de Larissa.

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