Operação prende suspeitos de vender canetas emagrecedoras clandestinas na Região Metropolitana

Ação da Polícia Civil cumpre três mandados de prisão e três de busca

11 set 2026 - 11h34
Resumo
A Polícia Civil deflagrou a Operação Última Dose contra a venda clandestina de canetas emagrecedoras na Região Metropolitana de Porto Alegre. A ação cumpriu mandados de prisão e busca contra um esquema que trazia os remédios do Paraguai para distribuição sem controle sanitário. Um casal suspeito de liderar o grupo foi detido preventivamente para evitar fuga à Europa. Os alvos podem responder por associação criminosa e adulteração de produtos medicinais, que oferecem graves riscos à saúde.

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta sexta-feira (11), a Operação Última Dose para desarticular um esquema de comercialização clandestina de canetas emagrecedoras na Região Metropolitana de Porto Alegre. A ação é coordenada pela 3ª Delegacia de Canoas e cumpre três mandados de prisão temporária e três de busca e apreensão.

Foto: Polícia Civil / Porto Alegre 24 horas

A investigação começou após uma denúncia anônima e identificou uma estrutura que atuaria desde o transporte dos medicamentos pela fronteira com o Paraguai até a distribuição aos consumidores. Segundo a Polícia Civil, os produtos eram comercializados sem controle sanitário e sem fiscalização dos órgãos responsáveis pela saúde.

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Entre os principais investigados está um casal apontado como responsável por coordenar as vendas e as entregas em diferentes municípios da Região Metropolitana. Conforme as apurações, os dois planejavam viajar para a Europa nos próximos dias. Diante da possibilidade de fuga e para preservar elementos já reunidos na investigação, a Polícia Civil pediu a prisão temporária, autorizada pela Justiça.

As equipes também realizam buscas para localizar novos lotes de medicamentos, documentos, aparelhos eletrônicos e dinheiro que possa estar relacionado à comercialização dos produtos.

Os investigados poderão responder por crimes relacionados à falsificação, adulteração ou alteração de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais, além de associação criminosa.

A delegada Luciane Bertoletti, responsável pela investigação, alertou para os riscos da compra de medicamentos comercializados por fornecedores clandestinos. Segundo ela, as canetas podem apresentar contaminação, conter doses perigosas ou não produzir o efeito terapêutico esperado.

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A operação tem como objetivo interromper a cadeia de distribuição dos produtos e identificar todos os envolvidos no esquema.

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