Casal é condenado a mais de 30 anos de prisão por matar filha recém-nascida no Vale do Taquari

Tribunal do Júri de Lajeado reconheceu homicídio qualificado e ocultação de cadáver; crime ocorreu em 2024 no município de Sério

26 mar 2026 - 12h24

O Tribunal do Júri de Lajeado condenou, na madrugada desta quarta-feira (25), um casal pelo assassinato da própria filha recém-nascida e pela ocultação do corpo em uma área de mata no Vale do Taquari. A mãe recebeu uma sentença de 32 anos e um mês de reclusão, enquanto o pai foi condenado a 28 anos, dois meses e 20 dias. Ambos, que tinham 19 anos na época do crime e já estavam presos preventivamente desde janeiro de 2025, iniciarão o cumprimento das penas em regime fechado.

Foto: Polícia Civil / Divulgação / Porto Alegre 24 horas

A acusação apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) detalhou que a bebê foi morta entre os dias 12 e 13 de setembro de 2024, no interior da residência da família, em Sério. Segundo a investigação, o casal teria tentado interromper a gestação sem sucesso e, após o nascimento, decidiu pelo crime. O corpo da recém-nascida foi escondido inicialmente na casa e, posteriormente, levado para uma área de mata próxima a um lixão, onde houve uma tentativa de incendiar os restos mortais.

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Durante o julgamento, laudos periciais foram cruciais para a condenação, confirmando que a menina nasceu com vida e descartando que a mãe estivesse em estado puerperal — o que afastou a tese de infanticídio e manteve a tipificação de homicídio qualificado por motivo torpe, fútil, meio cruel e contra menor de 14 anos. O júri reconheceu como atenuantes a idade dos réus na data do fato e a confissão do pai quanto à ocultação do cadáver, mas a gravidade das qualificadoras resultou em penas elevadas para ambos os genitores.

Com informações: GZH

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