Batalhão da PM de motos com fuzis paga salário extra por serviço na folga

Parte da patrulha Bravo participa do Dejem, programa que remunera jornadas extraordinárias e tem limites de carga horária

9 out 2026 - 10h41
Resumo
O Batalhão Bravo da PM paulista, que atua com motos e fuzis, paga diárias extras (Dejem) a agentes que operam durante as folgas. Com efetivo temporário vindo de tropas como Baep e Rocam, a unidade foca no combate a roubos, furtos e gangues do quebra-vidro em áreas mapeadas pela inteligência. A estratégia aposta na mobilidade rápida e no uso de garupas armados para facilitar abordagens, buscando frear crimes específicos e reduzir a percepção de insegurança na capital.

Parte dos policiais militares que atuam no Batalhão de Resposta Avançada Operacional (Bravo), unidade com agentes de motos armados com fuzis, recebe gratificação extra para trabalhar nos dias de folga.

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Além da tropa regular, policiais escalados para determinadas operações participam da Diária Especial por Jornada Extraordinária de Trabalho Policial Militar (Dejem), programa que remunera os agentes pelo serviço extraordinário. A informação foi divulgada inicialmente pelo jornal Folha de S. Paulo e confirmada pelo Estadão.

O montante recebido depende da carga horária cumprida. Há um limite de jornadas extras para evitar a sobrecarga dos agentes, que passam a trabalhar em períodos destinados ao descanso.

Policiais na garupa de motos e uso de fuzis fazem parte da nova estratégia da PM para melhorar sensação de segurança
Policiais na garupa de motos e uso de fuzis fazem parte da nova estratégia da PM para melhorar sensação de segurança
Foto: Caio Possati/Estadão / Estadão

A remuneração extra segue a lógica da Operação Delegada, voltada, por exemplo, à prevenção do comércio ambulante irregular na capital. O valor pago varia conforme a patente: oficiais recebem mais do que praças (soldados, cabos e sargentos).

Batalhão tenta frear casos de quebra-vidro

Embora seja unidade permanente da PM, o Bravo tem uma estrutura diferente dos batalhões tradicionais. Seu efetivo é mobilizado conforme a necessidade de cada missão. Policiais e motocicletas podem vir de diferentes unidades, como a ROCAM, o BAEP e a Força Tática, além do policiamento de trânsito. Concluída a operação, eles retornam aos seus locais de origem.

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A distribuição das equipes leva em conta mapas criminais e informações do sistema de monitoramento Muralha Paulista. O planejamento considera casos de quebra-vidro e roubos e furtos de veículos, além de locais em que a mobilidade das motos representa uma vantagem operacional.

Apesar do recuo da taxa geral de roubos e furtos na cidade, a percepção de violência entre os paulistanos cresce, como tem mostrado o Estadão. Entre os problemas está a ação de gangues quebra-vidro, roubos de celulares para aplicação de golpes e invasões de residências em bairros nobres, como o Morumbi.

O uso de motocicletas é um dos pilares do modelo. A mobilidade permite que as equipes circulem por corredores de difícil acesso para veículos maiores.

Em determinadas operações, dois policiais ocupam a mesma motocicleta (policiamento com garupa). O agente que vai na parte traseira pode utilizar armamento longo, como um fuzil. A presença de dois policiais por moto também facilita as abordagens e amplia o apoio entre os agentes durante o patrulhamento.

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