A delegada Daniela Perez Lázaro afirmou que a mãe do jovem de 22 anos preso em Santos (SP) por incentivar ataques, fazer ameaças de morte e divulgar material de abuso sexual infantojuvenil pelo Discord já demonstrava preocupação com o comportamento dele em casa. Em entrevista à TV Tribuna, a delegada disse que a familiar considera o filho uma pessoa "extremamente agressiva".
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“A mãe, muito nervosa, falou que ele é uma pessoa muito difícil e que ela também tinha medo da convivência com ele. Em razão desses problemas todos que ele apresenta, por ser uma pessoa extremamente agressiva”, afirmou Daniela à TV.
O jovem, identificado como Enzo Ricardo Verzani, foi preso em flagrante nesta quarta-feira, 7, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em uma residência no bairro Vila Mathias, após uma investigação conduzida por policiais civis do 7º Distrito Policial de Santos. Ele é investigado por tráfico de drogas, pedofilia, incitação ao crime e ameaça.
O suspeito permaneceu em silêncio ao ser levado à delegacia, segundo a delegada, que solicitou a prisão preventiva dele. As investigações seguem em andamento para identificar possíveis outros envolvidos nas atividades criminosas.
Entre os alvos das ameaças atribuídas a Enzo estavam ex-colegas de escola e professores. De acordo com Daniela, ele também incentivava crimes contra policiais civis e militares e afirmava fazer parte de facções criminosas, como o Comando Vermelho e o PCC. “Uma pessoa perigosa. Com essas ideias que ele fomenta, que ele incita, que incentiva as pessoas a realizarem”, destacou a autoridade policial.
Apesar das declarações do investigado, a polícia não identificou, até o momento, evidências de que ele integrasse efetivamente alguma facção criminosa. A suspeita é de que as referências aos grupos tenham sido utilizadas para intimidar as vítimas.
As apurações também apontaram que o jovem anunciava grandes quantidades de drogas e divulgava material de abuso sexual infantojuvenil. Além disso, segundo a delegada, ele incentivava a violência contra mulheres. “Ele também incita a prática de feminicídio contra determinadas mulheres, de estupro”, acrescentou.
Investigação identificou ameaça de ataque a escola
A investigação teve início no fim de setembro, após o registro de uma ocorrência de ameaça e perseguição. Inicialmente tratado como um caso de ameaças virtuais, o episódio levou a Polícia Civil a ampliar as apurações a partir da análise do conteúdo publicado na internet e de um trabalho de inteligência.
Com o avanço das diligências, os investigadores identificaram um perfil utilizado para ameaçar ex-colegas de escola, ex-professoras e outras pessoas com quem o suspeito tinha desavenças. Também foram encontradas publicações com mensagens de ódio, ameaças de morte e incentivo à prática de crimes.
Outro ponto que elevou a preocupação dos policiais foi a menção à possibilidade de realizar um ataque contra uma escola nas proximidades da residência do investigado, na Rua Professora Zeny Goulart. Diante da gravidade das informações reunidas, a polícia intensificou as medidas para apurar as ameaças.
Os equipamentos eletrônicos apreendidos deverão passar por perícia.