A morte do dentista Francisco José Fialho Lemos, de 58 anos, ocorrida em outubro de 2025, passou a ser investigada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul. O profissional, natural de Florianópolis, teria morrido após se submeter a um procedimento estético de lifting facial em uma clínica de Caxias do Sul. A suspeita é de possível erro médico, especialmente em relação ao pós-operatório.
De acordo com a defesa da família, representada pelo advogado Pedro Monteiro, o paciente apresentou complicações graves após a cirurgia, incluindo inchaço acentuado, hematomas e dificuldades respiratórias. Dias depois, ao buscar atendimento de emergência, o quadro teria se agravado, exigindo uma traqueostomia de urgência. Mesmo com os esforços médicos, ele sofreu duas paradas cardiorrespiratórias e morreu no dia 11 de outubro.
Um dos pontos centrais da investigação envolve o translado do corpo. Segundo a defesa, a clínica teria fretado um jatinho para enviar o corpo no mesmo dia para Florianópolis, o que teria impedido a realização imediata de exame necroscópico. O delegado Rodrigo Kegler Duarte confirmou que o transporte aéreo ocorreu, mas ressaltou que as circunstâncias ainda estão sendo apuradas e que, à época, não houve solicitação formal de necropsia.
Classificado como "extremamente complexo", o caso segue sob investigação, com a Polícia Civil aguardando análises técnicas do Departamento Médico Legal e do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul. Também será considerado o resultado da exumação do corpo. Até o momento, não há prazo para a conclusão do inquérito, e o nome da clínica envolvida não foi divulgado.