Na pior campanha desde 1990, Brasil sofreu dois gols de Haaland e se despede do sonho do Hexa, mantendo tabu de derrotas para noruegueses e atingindo ainda seu maior jejum de títulos na história das Copas.O Brasil está fora da Copa do Mundo de 2026. Pelas oitavas de final, a seleção brasileira foi derrotada pela Noruega por 2 a 1 neste domingo (05/07), em partida disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
O grande destaque do jogo foi o atacante norueguês Haaland, que marcou os dois gols da vitória em um intervalo de dez minutos no segundo tempo.
Neymar descontou nos acréscimos, de pênalti, quando já não havia tempo para uma reação. Ainda na primeira etapa, Bruno Guimarães desperdiçou uma cobrança defendida pelo goleiro Nyland, tornando-se o primeiro brasileiro a perder um pênalti em uma Copa do Mundo desde 1986.
Com a eliminação, o Brasil amarga o maior jejum de títulos mundiais de sua história desde a conquista da primeira Copa do Mundo. A sexta eliminação para uma seleção europeia em Mundiais também resulta na pior campanha da equipe desde 1990, quando caiu diante da Argentina, igualmente nas oitavas de final. Coincidentemente, aquela Copa, disputada na Itália, contou com Carlo Ancelotti, atual técnico da seleção brasileira, defendendo a Azzurra.
A derrota ainda aconteceu numa data simbólica: 5 de julho, mesmo dia da traumática eliminação para a Itália de Paolo Rossi, na Copa do Mundo de 1982, na Espanha.
Tabu em confrontos com Noruega é mantido
Além da vaga nas quartas de final, o Brasil buscava encerrar dois tabus neste domingo. O primeiro era conquistar a primeira vitória sobre a Noruega, única seleção que jamais havia sido derrotada pela equipe brasileira. O segundo era voltar a eliminar um adversário europeu em uma Copa do Mundo após 24 anos.
Nenhum dos objetivos foi alcançado.
Com o resultado, a Noruega segue como a única seleção, entre todas as já enfrentadas pelo Brasil, que nunca perdeu para a Amarelinha. Agora são cinco confrontos, com três vitórias norueguesas e dois empates.
O primeiro duelo ocorreu em 28 de julho de 1988, no Ullevaal Stadion, em Oslo, capital da Noruega, e terminou empatado em 1 a 1.
Comandada por Carlos Alberto Silva, a seleção brasileira contava com três jogadores que conquistariam o tetracampeonato mundial em 1994: Taffarel, Jorginho e Romário. Já a equipe norueguesa reunia atletas cujos filhos fazem parte da geração atual, casos do goleiro Erik Thorstvedt, pai do meia Kristian Thorstvedt, e do atacante Goran Sorloth, pai de Alexander Sorloth.
As seleções voltaram a se enfrentar em 30 de maio de 1997, novamente no Ullevaal Stadion. O Brasil foi derrotado por 4 a 2 pela Noruega, apesar de contar com a dupla Ronaldo e Romário no ataque.
O terceiro confronto ocorreu no ano seguinte, pela fase de grupos da Copa do Mundo da França. Em 23 de junho de 1998, em Marselha, o Brasil saiu na frente com Bebeto, mas sofreu a virada. Flo empatou a partida e Kjetil Rekdal, em cobrança de pênalti após falta cometida por Júnior Baiano, decretou a vitória norueguesa por 2 a 1.
O quarto encontro aconteceu oito anos depois, em 16 de agosto de 2006, em Oslo. Os donos da casa abriram o placar com Morten Pedersen, mas Daniel Carvalho empatou por 1 a 1, evitando a derrota na estreia de Dunga como técnico da seleção brasileira.
Uma vitória neste domingo também encerraria outro longo tabu: o Brasil não elimina uma seleção europeia em um mata-mata de Copa do Mundo desde a final de 2002, quando derrotou a Alemanha por 2 a 0, em Yokohama, no Japão, com dois gols de Ronaldo. A equipe de Carlo Ancelotti, porém, voltou a fracassar diante de um adversário do continente.
Jps (ots, Agência Brasil)