A Administração de Fernando de Noronha notificou, nesta quarta-feira (11), a empresa Ambipar, concessionária dos serviços de limpeza urbana, devido ao volume de materiais estocados na Unidade de Tratamento de Resíduos Sólidos (UTRS). A gestão do arquipélago determinou a organização e a retirada imediata de, ao menos, 400 toneladas de detritos no prazo de 48 horas.
Segundo o g1, medida ocorre após a divulgação de registros aéreos que mostram a concentração de descarte na usina. De acordo com o governo local, vistorias técnicas confirmaram que o acúmulo compromete a operação da unidade, a gestão do lixo em Fernando de Noronha e os protocolos de segurança sanitária da ilha.
O relatório administrativo identificou uma interrupção na logística de transporte marítimo, etapa fundamental para o escoamento dos rejeitos até o continente. Sem a destinação final adequada em aterros licenciados fora da ilha, a capacidade de armazenamento da usina de resíduos sólidos foi excedida.
Diante do cenário, a administração exigiu:
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Adoção imediata de protocolos de emergência para conter o avanço do acúmulo;
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Apresentação de documentos que comprovem a execução dos serviços;
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Entrega de um relatório técnico detalhado sobre o fluxo operacional.
O descumprimento das cláusulas contratuais e das determinações vigentes poderá acarretar sanções administrativas e penalidades legais à prestadora de serviço, de acordo com o g1,
A gestão da limpeza urbana em Fernando de Noronha tem sido objeto de acompanhamento. Em novembro de 2025, o volume de materiais acumulados chegou a 5,5 mil toneladas. Especialistas em resíduos sólidos apontam que o armazenamento prolongado de descartes em "big bags" (grandes sacos de ráfia) ao ar livre representa riscos de contaminação ao ecossistema local, reforçando a necessidade de escoamento contínuo.
A manutenção do equilíbrio ambiental em territórios insulares depende da eficiência do transporte marítimo de carga. A Administração de Fernando de Noronha reforçou que a regularização do serviço é essencial para evitar o agravamento das condições operacionais na UTRS.
A Ambipar não se manifestou para o g1 sobre as determinações ou sobre o cronograma de normalização das atividades.