Turista argentina acusada de racismo só poderá deixar o país após pagar R$ 98 mil em caução

Ministério Público reforçou que o crime é inafiançável e que a reparação definitiva será definida em sentença

25 mar 2026 - 17h22
(atualizado às 18h38)
Turista argentina acusada de racismo só poderá deixar o país após pagar R$ 98 mil em caução
Turista argentina acusada de racismo só poderá deixar o país após pagar R$ 98 mil em caução
Foto: Reprodução/Redes sociais

A Promotoria de Justiça do Rio de Janeiro se manifestou nesta quarta-feira, 25, contra o pedido da defesa da turista argentina Agostina Páez, acusada de racismo, para que ela aguarde a sentença em seu país de origem sem a devida garantia de pagamento de eventual reparação às vítimas.

De acordo com o Ministério Público, a aceitação do pedido de revogação das medidas cautelares foi condicionada ao pagamento de um caução correspondente a 50% das indenizações requeridas pelos três funcionários do bar — fixadas em 120 salários-mínimos para cada. Para que Páez seja liberada para voltar à Argentina, o valor a ser depositado é de R$ 97.620 (metade do total de R$ 194.520). 

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Apesar da condição, o órgão reforçou que o crime de racismo é inafiançável e que a reparação mínima final será definida em sentença.

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O crime ocorreu em 14 de janeiro, quando funcionários de um estabelecimento relataram terem sido alvo de insultos raciais durante uma discussão sobre o pagamento da conta. Segundo as investigações, a turista apontou o dedo para um funcionário, utilizou o termo “negro” de forma pejorativa e imitou gestos e sons de macaco.

As ações foram registradas em vídeo pelas vítimas e confirmadas pela Polícia Civil após análise das câmeras de segurança do local. Agostina prestou depoimento três dias após o ocorrido, ocasião em que teve o passaporte apreendido.

"Ao longo da apuração, agentes realizaram diligências, ouviram testemunhas e reuniram elementos probatórios que permitiram esclarecer completamente a dinâmica dos fatos", informou a polícia em nota.

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Antes da ordem de prisão, Agostina publicou um vídeo nas redes sociais afirmando estar "morta de medo" e emocionalmente abalada. "Neste momento, recebi a notificação de que há uma ordem de prisão preventiva para mim por risco de fuga, sendo que tenho uma tornozeleira eletrônica e estou à disposição da Justiça desde o primeiro dia. [...] Estou desesperada e morta de medo", declarou.

Em entrevista no consulado nesta quarta-feira, 25, a argentina afirmou ter pedido desculpas aos funcionários durante o processo.

Fonte: Portal Terra
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