Mais de 40 mulheres denunciam médico por importunação sexual no RS: 'Estava com as calças abaixadas’

Após denúncias que levaram à prisão preventiva do cardiologista Daniel Kollet, outras 39 mulheres procuraram a polícia

13 abr 2026 - 11h30
(atualizado às 11h52)
Mais de 40 mulheres denunciaram o médico Daniel Kollet por importunação sexual durante consultas e exames
Mais de 40 mulheres denunciaram o médico Daniel Kollet por importunação sexual durante consultas e exames
Foto: Reprodução/Redes sociais

Mais de 40 vítimas de importunação sexual do médico cardiologista Daniel Kollet, de 55 anos, fizeram denúncias à polícia assim que ele foi preso, no fim de março, em Taquara (RS). Mulheres relataram ter sofrido abusos sexuais durante as consultas e exames. As informações foram reveladas pela TV Globo.

Ele foi preso dentro do próprio consultório e levado pela polícia. Conhecido na região, o cardiologista era considerado referência e bem respeitado no meio.

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A polícia passou a investigar o caso após três pacientes denunciarem Daniel. Depois da prisão, outras 39 mulheres também o denunciaram. Segundo os investigadores, os relatos têm um mesmo padrão: os abusos aconteciam no consultório ou em salas de exames. 

As vítimas alegam que o médico inicialmente demonstrava simpatia e atenção, e até usava elogios para se aproximar das mulheres. Com o tempo, o comportamento evoluía para os abusos.

Relatos de abusos e estupro

Há relatos mais graves de estupro e abusos durante exames. Uma paciente relatou que o médico apagava as luzes e ficava sozinho com as mulheres. Segundo ela, ele a agarrou por trás e tentou abrir as calças dela. que não conseguiu reagir. “Eu me sinto culpada. Por que eu não reagi?”, afirmou.

Outra denúncia foi de uma enfermeira que trabalhou ao lado do médico. Ela conta que acordou durante um plantão com ele sobre seu corpo. “Ele estava com as calças abaixadas em cima de mim”, disse.

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Uma ex-funcionária também relatou abusos. “Ele pegava minha mão à força e colocava dentro da calça dele”, disse. Outra ex-funcionária disse que tentou avisar superiores sobre o comportamento do médico e acabou sendo demitida.

Uma paciente de 75 anos começou a desconfiar do comportamento do médico e passou a ir acompanhada às consultas. Segundo ela, o tratamento mudou completamente, e ele sequer levantava da mesa para cumprimentá-la.

A Polícia Civil acredita que o médico se aproveitava da vulnerabilidade das vítimas, já que algumas nunca tinham ido a um cardiologista e não sabiam como os exames funcionavam, ele usava isso para ultrapassar os limites. Além disso, esse tipo de crime ocorre sem testemunhas, e a palavra de muitas vítimas tem mais peso.

Médico pode perder registro profissional

O cardiologista Daniel Kollet foi indiciado por violação sexual mediante fraude e é investigado por estupro e estupro de vulnerável. O caso será apurado pelo Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul através de uma sindicância, e caso as denúncias sejam confirmadas, Kollet pode ter o registro profissional cassado. Assim, ele será impedido de exercer a profissão.

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A defesa afirma que ele nega os crimes e entrou com pedido de liberdade, que está sob análise da Justiça, segundo a TV Globo.

As vítimas buscam incentivar mais denúncias de outras mulheres.

Fonte: Portal Terra
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