A médica Raphaella Brilhante denunciou agressões físicas e verbais do cantor João Lima, com quem é casada, e declarou que medidas legais estão sendo tomadas, afirmando que a violência deixou marcas profundas em sua vida.
Um dia após a divulgação do vídeo em que aparece sendo agredida pelo marido, o cantor João Lima, a médica paraibana Raphaella Brilhante rompeu o silêncio e falou pela primeira vez sobre o caso de violência doméstica. Em publicação nas redes sociais, a esposa confirmou a violência sofrida e revelou que está sentindo uma ‘dor que atravessa corpo e alma’.
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João Lima e Raphaella Brilhante se casaram em novembro de 2025. No relato, a médica disse que "não há palavras que expliquem o impacto disso [violência] na vida de alguém".
A médica, que soma mais de 720 mil seguidores em apenas uma rede social, disse que "nenhuma mulher deveria precisar chegar a esse ponto para ser ouvida" e reiterou que as medidas legais estão sendo tomadas com respeito à Justiça.
Rafaela compareceu na manhã de sábado, 24, à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), na Central de Polícia de João Pessoa, para formalizar a denúncia, segundo o portal O Povo PB.
O Terra tenta localizar a defesa do cantor João Lima para comentar sobre a acusação.
Leia o relato de Raphaella na íntegra:
"O que estou atravessando dói em um lugar que não tem nome. Não é uma dor simples. É uma dor que atravessa o corpo, a alma, a história.
Sim, eu vivi violência. E não há palavras que expliquem o impacto disso na vida de alguém. Há marcas que não aparecem no corpo, mas que mudam a gente para sempre. Todas as medidas legais estão sendo tomadas, com a seriedade que essa situação exige.
O meu silêncio inicial não foi covardia. Foi instinto de sobrevivência.
Foi tentar juntar os pedaços antes de conseguir falar. Antes mesmo de tudo isso vir à tona, mentiras foram espalhadas sobre mim. Tentativas de distorcer, confundir, inverter. Hoje, eu falo não para atacar, não para expor, não para ferir. Eu falo porque a verdade precisa existir.
O meu coração está dilacerado. Mas, mesmo em meio a tanta dor, eu sei que ficar viva, sair e romper ciclos também é um ato de amor-próprio. Se tudo isso que estou vivendo puder servir para que alguém reconheça um limite, para que alguém entenda que violência não é amor, para que alguém perceba que ainda há tempo de ir embora, então essa dor encontra um sentido maior."