Em plena era da automação, a renomada fabricante japonesa Arai mantém a produção de capacetes totalmente artesanal em sua fábrica de Shinto, repetindo processos de 1950. Sem robôs, cada peça é moldada à mão com camadas de fibra e resina. O controle de qualidade depende da sensibilidade humana: artesãos pesam e batem os nós dos dedos em cada casco, descartando imediatamente qualquer unidade cujo som indique falhas internas que nenhum sensor moderno é capaz de detectar com a mesma precisão.
No universo das motocicletas existem curiosidades que muitas vezes passam despercebidas. Por exemplo, a Arai continua fabricando seus capacetes como fazia há meio século: à mão, em meio ao som de martelos, ao cheiro de resina quente e com o mesmo respeito com que muitos dedicam às suas orações.
Em sua fábrica de Shinto, no Japão, cada capacete ganha vida entre pancadas, medições minuciosas e silêncio. Graças ao portal Webike Japão, conseguimos conferir de perto esse processo quase ritualístico, que mantém viva uma tradição produtiva que o avanço do tempo não conseguiu apagar.
Por dentro da fabricação dos capacetes Arai: pancadas, resina e uma obsessão japonesa
Por lá não existem robôs nem esteiras automatizadas de montagem; apenas pessoas. Pode parecer inacreditável destacar isso, mas, em pleno 2025, a marca de capacetes mais prestigiada do mundo continua fazendo tudo de forma artesanal.
Cada casco toma forma com a aplicação manual de camadas de fibra e resina e, depois de endurecer, segue para uma balança. Se o som ao bater os nós dos dedos na peça não convencer, ela é descartada. Esse gesto se repete milhares de vezes ao ano, afinal, nenhum sensor automatizado consegue superar a sensibilidade do ouvido humano treinado.
A Arai começou a produzir capacetes em 1950, numa época em que o Japão nem sequer contava com normas de segurança estabelecidas. Para testar a resistência, a equipe colocava o equipamento sobre uma fôrma de madeira e soltava um peso de determinada altura, ...
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