Imagens do espaço não deixam dúvidas: a China acumulou milhares de embarcações pesqueiras na costa do Japão; e elas não estavam lá para pescar

As enormes formações de navios chineses que apareceram em dezembro continuam a preocupar o Japão

16 mai 2026 - 10h36
(atualizado em 17/5/2026 às 10h18)
Imagens | Planet Labs, Marine Traffic, Nikkei Asia
Imagens | Planet Labs, Marine Traffic, Nikkei Asia
Foto: Imagens | Planet Labs, Marine Traffic, Nikkei Asia / Xataka

Entre dezembro de 2025 e fevereiro deste ano, imagens de satélite e dados de navegação revelaram uma cena sem precedentes no Mar da China Oriental: até 2 mil embarcações pesqueiras chinesas enfileiradas por horas perto da fronteira marítima entre o Japão e a China. As formações eram tão grandes e compactas que alguns navios de carga tiveram que realizar manobras arriscadas para evitá-las ou passar por entre elas.

E este não é um fenômeno recente: segundo dados da Reuters, suas patrulhas estiveram ativas na região por 357 dias em 2025. Desde então, a China não diminuiu sua pressão marítima na área. De fato, a guarda costeira chinesa mantém uma presença praticamente constante ao redor das Ilhas Senkaku, administradas pelo Japão, mas reivindicadas por Pequim como Ilhas Diaoyu.

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Uma "muralha" flutuante que parece mais um exercício estratégico do que uma atividade de pesca

A análise do Nikkei Asia indica que as concentrações detectadas entre o final de dezembro e janeiro não apresentavam qualquer semelhança com a atividade pesqueira normal. O primeiro grande relatório, registrado em 25 de dezembro, mostrou uma formação de navios em forma de "L" invertido, estendendo-se por cerca de 470 km de norte a sul e 230 km de leste a oeste.

Para se ter uma ideia da dimensão, basta lembrar que, em 2016, as concentrações chinesas perto das Ilhas Senkaku mobilizaram entre 200 e 300 navios, o que já era um número considerável.

Dados do sistema de identificação marítima AIS e imagens captadas do espaço...

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