Fundada em 1969 como uma joint venture entre a Renault e a Peugeot, a fábrica da Stellantis em Douvrin (norte da França) tornou-se uma das maiores fábricas de motores de combustão interna do mundo. O controverso motor 1.2 PureTech também era montado ali, embora já não fosse comercializado na Europa Ocidental há alguns meses.
No entanto, após décadas de operação, a Stellantis anunciou o fechamento da fábrica, marcando o fim de uma era para a região.
De motores a combustão para baterias
Segundo a imprensa francesa, a fábrica — anteriormente conhecida como Française de Mécanique (FM) — encerrará a produção de motores em 24 de julho. Ela passará a focar exclusivamente em operações de usinagem antes de fechar definitivamente em 31 de outubro.
Os cerca de 100 funcionários restantes (50 efetivos e 50 temporários) precisarão solicitar realocação; quase certamente para as fábricas de Hordain e Valenciennes, na mesma região (norte do país), ou para a ACC, empresa especializada em baterias.
O fechamento não é surpresa: a Stellantis vinha implementando medidas para incentivar a saída de trabalhadores há algum tempo e já havia instalado sua fábrica de baterias ACC — da qual é a maior acionista — no antigo complexo da Française de Mécanique. A era dos motores de combustão interna começa a chegar ao fim — ainda que de forma muito gradual — para dar lugar à eletrificação.
Um legado de motores icônicos
A fábrica da Stellantis em Douvrin, no norte da França, produziu mais de 50 milhões de motores ...
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