A Lotus ampliará a família Eletre no Brasil no último trimestre de 2027. Jornal do Carro apurou que a marca prepara a chegada do Eletre X, versão híbrida plug-in do SUV de alto desempenho, apresentada originalmente na China com o curioso nome For Me.
As primeiras unidades serão entregues entre outubro e dezembro de 2027. A pré-venda começará pouco antes, embora a representante da marca ainda não tenha definido publicamente preços e quantidade inicial de veículos.
Fontes ouvidas pela reportagem afirmam que o Eletre X não substituirá as variantes elétricas do SUV. O modelo será uma terceira alternativa dentro da gama, ao lado das opções puramente elétricas do modelo, que chegam no Brasil este ano.
O SUV cumpre o zero a 100 km/h em 3,3 segundos, alcança os 200 km/h em aproximadamente 10,5 segundos e atinge velocidade máxima de 230 km/h. Mesmo com a bateria em apenas 10% de carga, a Lotus informa que o carro ainda consegue cumprir a aceleração até 100 km/h em 3,5 segundos.
Apesar de ser classificado como híbrido plug-in, o sistema trabalha prioritariamente como um carro elétrico. O motor 2.0 turbo pode atuar como gerador, alimentando a bateria e os motores elétricos, mas também participa da movimentação do veículo em determinadas condições. Há ainda um gerador de 150 kW ligado ao propulsor a combustão, responsável por manter o fornecimento de energia quando o nível da bateria está baixo.
O condutor pode selecionar modos exclusivamente elétrico, híbrido ou com uso forçado do motor a combustão. O gerenciamento eletrônico também utiliza informações da navegação para decidir quando recuperar ou consumir energia.
Bateria do Lotus Eletre X
A bateria do Lotus Eletre X tem 70 kWh de capacidade. A autonomia em modo puramente elétrico chega a 420 km no ciclo chinês CLTC.
Na medição europeia, mais rigorosa, a estimativa é de até 350 km. Com a bateria carregada e o tanque de 52 litros abastecido, a Lotus anuncia alcance combinado superior a 1.200 km. O For Me chinês chega a registrar até 1.416 km nas condições locais de homologação.
A arquitetura elétrica opera em 900 volts e suporta recarga rápida em corrente contínua de até 436 kW. Em um carregador de 350 kW, a bateria recupera de 20% a 80% em apenas nove minutos. Em corrente alternada, a potência máxima é de 11 kW, com carga completa estimada em pouco mais de sete horas.
O Eletre X mede 5,10 metros de comprimento, 2,02 m de largura, 1,64 m de altura e tem 3,02 m de distância entre os eixos. O porta-malas comporta 688 litros. Na configuração de 952 cv, o peso declarado na Europa é de 2.615 kg.
Para controlar as dimensões e a massa, o modelo utiliza suspensão pneumática de duas câmaras, amortecedores adaptativos, barras estabilizadoras ativas de 48 volts, pneus Pirelli desenvolvidos especificamente para o veículo e freios Brembo com pinças dianteiras de seis pistões.
Visualmente, as mudanças em relação aos Eletre elétricos são muito discretas. O híbrido recebe novas entradas de ar dianteiras para refrigerar o motor a combustão, alterações nas aletas ativas da grade e identificações próprias. O desenho da carroceria e a cabine, porém, permanecem próximos aos das demais versões.
A chegada do Eletre X também reflete a mudança de estratégia da Lotus. A marca havia planejado abandonar os motores a combustão até 2028, mas passou a apostar em híbridos de grande autonomia diante da desaceleração da procura global por elétricos. O plano atual da companhia prevê que os híbridos representem 60% de suas vendas até o fim da década, enquanto os elétricos responderão pelos 40% restantes.
No Brasil, porém, a mudança não significará uma retirada dos elétricos. O Eletre X funcionará como uma alternativa para clientes interessados no desempenho e na condução elétrica do SUV, mas que ainda consideram a infraestrutura de recarga uma limitação para viagens mais longas.