Quem costuma pegar a estrada durante a madrugada pode ter a impressão de que está fazendo a escolha mais segura. Afinal, há menos veículos circulando, o trânsito flui melhor e o trajeto tende a ser mais rápido.
Próximo passo é entender os sinais de sonolência
A equipe já trabalha em uma nova pesquisa que utiliza sensores instalados em caminhões para monitorar sinais de fadiga, como bocejos, distrações e o tempo em que os olhos permanecem fechados.
Segundo Cláudia Moreno, o objetivo é ampliar o entendimento sobre os fatores que antecedem os acidentes.
"Há em andamento uma avaliação sobre vários sensores que poderiam futuramente corroborar e ampliar um pouco a discussão desses resultados."
Para a pesquisadora, compreender essas diferenças é fundamental para pensar em políticas públicas mais eficazes.
"O que importa aqui é mostrar que a gente não pode tratar as 24 horas como se elas fossem idênticas, porque elas não são."
Ela defende que a discussão também passe pelas condições de trabalho de caminhoneiras e caminhoneiros, incluindo jornadas compatíveis com o descanso necessário e a oferta de áreas seguras para pausas ao longo das rodovias.
"Eu tenho que pensar que esse motorista tem que estar descansado o suficiente para poder ter um desempenho mais adequado."