A Harley-Davidson está no vermelho; a marca está falindo e eles já tomaram a primeira decisão: adeus às motocicletas elétricas

A Harley pode estar em apuros, e 2026 já está sendo anunciado como um "ano de transição"

16 fev 2026 - 13h44
Foto: Xataka

As coisas não vão bem para a Harley-Davidson. Os prejuízos são preocupantes, mas não é só isso; o que realmente incomoda é a sensação de que a marca vem tentando se convencer de que se trata de uma transição, quando a perspectiva do mercado já mudou há muito tempo.

Os números mais recentes falam por si, conforme revelado pela Reuters: a receita despencou 28% no último trimestre, enquanto os prejuízos dobraram em comparação com 2024, deixando a empresa com um déficit de US$ 279 milhões (cerca de R$ 1,5 bilhão).

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A Harley está desenvolvendo uma motocicleta de entrada com preço acessível

Com esses números em mãos, a conclusão é a mesma do primeiro parágrafo do artigo: este não é mais um revés isolado como qualquer outro que uma marca possa enfrentar. Trata-se de uma tendência que vem se desenvolvendo há anos, mas foi somente em 2024 que as vendas começaram a cair drasticamente.

Se existe uma desculpa que a marca de Milwaukee pode oferecer, é que o clima atual é muito difícil, tanto para eles quanto para todos: inflação, juros altos, consumidores seletivos e, claro, as novas tarifas estão complicando as vendas (e a vida) da Harley. Mas, obviamente, estamos falando de motocicletas grandes e apaixonantes, e neste contexto global complexo, quando se trata de priorizar, poucos clientes vão escolher uma moto de € 30 mil (cerca de R$ 189.216). É por isso que dizem que "a perspectiva do mercado mudou há muito tempo".

A estratégia até agora era justamente essa: vender menos motos, mas a preços...

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