Super Limit-Breaking NEO entrega tudo que Sparking Zero deveria ter sido

Nova versão finalmente dá novos rumos para Sparking Zero

24 ago 2026 - 10h49
Super Limit-Breaking NEO entrega tudo que Sparking Zero deveria ter sido
Super Limit-Breaking NEO entrega tudo que Sparking Zero deveria ter sido
Foto: Reprodução / Bandai Namco

Quando Dragon Ball: Sparking! Zero foi lançado, o tamanho do elenco e a quantidade de conteúdo chamavam atenção, mas boa parte da experiência ainda girava em torno dos mesmos modos e batalhas. Super Limit-Breaking NEO surge como uma nova versão justamente para mexer nessa estrutura e adicionar algo diferente para quem já passou bastante tempo no jogo.

A principal novidade é o Quebrador de Limites, um modo que muda a forma como avançamos pelas partidas e coloca o jogador em uma sequência de escolhas e batalhas. É a partir dessa ideia que a nova versão constrói boa parte de suas novidades, enquanto também amplia o conteúdo disponível para quem já conhecia Sparking Zero.

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Posso pressentir o perigo e o caos

O carro-chefe dessa nova versão de Sparking Zero é o modo Quebrador de Limites. De primeiro contato, parece ser o tradicional modo arcade visto em qualquer jogo de luta, mas, ao começar de verdade e avançar com o tempo, fica claro que ele está mais inclinado para um roguelike do que para as formalidades de sempre.

Antes de iniciar o modo, é preciso escolher uma seleção de itens, onde as moedas Zeni acabam tendo mais utilidade dessa vez. Esses itens servem para tornar a experiência um pouco mais fácil, como aumentar nosso PS, poder reiniciar uma batalha caso seja derrotado e várias outras opções que custam uma boa quantidade para comprar. Caso queira uma experiência mais direta, porém, não é obrigatório gastar nada com eles.

Nesse modo, fica em nossas mãos escolher qual personagem usar como principal. O elenco presente é uma fração do que está disponível na versão base, mas ainda são tantos personagens que dá para se perder na hora de decidir com quem jogar. Ao invés de seguir algo parecido com os modos Batalha de Episódio ou Batalha Suprema, ele funciona quase como um semi-mundo aberto, passando por vários cenários icônicos de Dragon Ball, como a ilha onde o Mestre Kame mora. Só vale um adendo nessa questão do mapa, pois não temos exatamente liberdade para explorá-lo.

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Foto: Reprodução / Matheus Santana

A grande questão aqui é a estrutura de rodadas, onde cada ação realizada no mapa conta como uma, quase como se estivéssemos em um tabuleiro de xadrez. As escolhas variam entre lutas contra personagens com níveis parecidos com o nosso, outros muito acima, além de batalhas especiais com regras próprias. Existem ainda momentos apenas de diálogo, que podem resultar no ganho de uma Semente dos Deuses, algo muito útil aqui, já que tudo gira em torno do nosso vigor.

O vigor basicamente define o que pode ser considerado o fim da partida de forma mais rápida, além, obviamente, de perder alguma luta. Ele se esvazia de forma variável, dependendo da distância que precisamos percorrer para chegar até uma interação. Sobre as batalhas vencidas, cada uma resulta em certos pontos de atributos. O sistema não chega a ter a profundidade de muitos RPGs, mas ter o controle sobre o que evoluir no nosso personagem, ainda mais ao escolher algum favorito, é um ponto bem divertido dentro do que é entregue.

Foto: Reprodução / Matheus Santana

Meu único porém nesse modo é um problema que já acontecia desde o lançamento de Sparking Zero, a dificuldade, que não é nada balanceada. Existem momentos em que os personagens de Dragon Ball que enfrentamos possuem níveis muito variados e, em algumas rodadas, o desbalanceamento acaba ficando bem escancarado. Nosso personagem pode estar alguns níveis abaixo, enquanto os adversários estão muito acima e, por conta disso, não temos muita escolha além de seguir pelo caminho menos pior. Quando isso acontece, a única certeza é que a derrota vem rapidamente.

Além dessas novidades na parte do que jogar, essa versão também trouxe quatro novos estágios. O principal na questão de conteúdo, porém, são os personagens, que chegam a 30 adições para um elenco que já era consideravelmente muito longo. Algo legal sobre esses novos personagens é que alguns deles nunca fizeram parte da série Budokai, como Champa, de Dragon Ball Super, Super 17 e até mesmo o Vegeta de Dragon Ball GT.

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Inclusive, é até engraçado comparar o modelo desses personagens com os que estão presentes desde o lançamento. Os novos possuem bem mais detalhes, enquanto parte do roster original já aparenta estar um pouco ultrapassada, até mesmo algumas das várias versões do Goku.

Considerações

Dragon Ball: Sparking! ZERO - Super Limit-Breaking NEO - Nota 8
Foto: Divulgação / Game On

Depois de passar um bom tempo com Super Limit-Breaking NEO, fica a sensação de que essa versão chega em um momento importante para Sparking Zero. O jogo precisava de algo que mudasse um pouco sua rotina, principalmente para quem já tinha explorado boa parte do conteúdo disponível desde o lançamento.

A nova versão consegue fazer isso sem mudar aquilo que já funcionava. Existem problemas, e alguns deles ainda são difíceis de ignorar, principalmente quando a dificuldade acaba prejudicando mais do que desafiando. Ainda assim, o conteúdo entregue aqui faz Sparking Zero parecer um jogo mais completo do que era antes e mostra que ainda existe espaço para a Bandai Namco continuar trabalhando nele.

Super Limit-Breaking Neo de Dragon Ball: Sparking! Zero está disponível para PC, PlayStation 5, Switch, Switch 2 e Xbox Series. 

Esta análise foi feita no PlayStation 5, com uma cópia do jogo gentilmente cedida pela Bandai Namco.

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Fonte: Game On
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