Com o apoio da FERJ, o Vasco negocia com órgãos de segurança a adequação de São Januário para sediar o jogo contra o Boca Juniors pela Sul-Americana. O principal desafio é dobrar a capacidade do setor visitante para cerca de quatro mil lugares, exigência mínima da Conmebol. A alternativa em estudo é reduzir a barreira divisória entre as torcidas, mas a medida ainda depende do aval da PM e dos Bombeiros para garantir a segurança e evitar a transferência da partida para outro estádio.
O Vasco trabalha para levar o confronto com o Boca Juniors a São Januário e conta com apoio operacional da FERJ nas conversas com os órgãos de segurança para atender às exigências da torcida visitante.
A Agência RTI Esporte apurou que a principal discussão neste momento envolve a ampliação do espaço destinado aos torcedores argentinos. A intenção é chegar aos quatro mil lugares estabelecidos como referência mínima pela Conmebol para a torcida visitante.
Atualmente, São Januário dispõe de pouco mais de dois mil lugares destinados aos visitantes. O número, portanto, precisa praticamente dobrar para que o estádio atenda à demanda prevista e avance no processo de adequação para receber o confronto.
Barreira entre as torcidas é alvo de estudo
Uma das alternativas analisadas é reduzir a barreira que separa as torcidas do Vasco e do adversário. A medida permitiria ampliar o setor visitante sem exigir grandes alterações na estrutura do Estádio de São Januário.
A solução, porém, ainda depende de avaliação técnica e de autorização dos órgãos responsáveis pela segurança. As conversas envolvem a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros e outras autoridades que participam da definição da logística dos jogos de maior risco.
A FERJ participa das tratativas para auxiliar o Vasco na construção de uma solução temporária que permita atender às exigências de segurança e, ao mesmo tempo, preservar as características de São Januário.
Conmebol exige adequação
A ampliação do setor visitante é uma das questões que precisam ser solucionadas para que o estádio possa receber o duelo diante do Boca Juniors dentro dos parâmetros estabelecidos pela Confederação Brasileira de Futebol (Conmebol).
O clube pretende avançar nas próximas etapas sem comprometer a segurança dos torcedores. Por isso, qualquer alteração na divisão das arquibancadas precisa passar por análise dos órgãos competentes antes de ser colocada em prática.
O objetivo não é apenas ampliar o setor visitante. A operação precisa manter as torcidas separadas e garantir fluxos de entrada, saída e circulação compatíveis com a segurança exigida em um confronto internacional.
Decisão ainda depende das autoridades
As tratativas seguem em andamento e não há, neste momento, uma definição sobre a configuração final do estádio. A redução da barreira é uma possibilidade estudada, mas a autorização dependerá dos pareceres dos órgãos envolvidos.
O Vasco mantém São Januário como alternativa para receber o Boca Juniors e trabalha para superar a limitação atual do setor visitante. A participação da FERJ busca facilitar o diálogo entre o clube e as autoridades responsáveis pela operação.
Caso a ampliação seja aprovada, o estádio poderá se aproximar do número de quatro mil lugares destinado à torcida adversária. Até que os órgãos de segurança concluam as análises, contudo, o cenário permanece em negociação.
A definição será importante para o Vasco, que busca manter o jogo em São Januário e evitar a transferência. O clube aguarda o avanço das conversas para saber se a solução atenderá às exigências de segurança da Conmebol.