A Almirante Participações S.A., ligada a Marcos Lamacchia, venceu o leilão para arrematar 90% da SAF do Vasco. O plano prevê aporte de R$ 500 milhões no futebol, R$ 120 milhões no CT, R$ 30 milhões na base, além de assumir as dívidas da Recuperação Judicial, com trava de dez anos para venda de ações e dividendos. A conclusão do negócio ainda depende da aprovação do Conselho Deliberativo, da Assembleia Geral de sócios e da validação de órgãos regulatórios e desportivos.
O Vasco teve definido, nesta sexta-feira (25), o desfecho do processo competitivo para a alienação de 90% das ações de sua Sociedade Anônima do Futebol. A proposta apresentada pela Almirante Participações S.A., empresa ligada ao empresário Marcos Lamacchia, foi declarada vencedora do leilão em audiência oficial.
O plano de negócios homologado estabelece bases financeiras expressivas para a reestruturação da instituição. Entre os compromissos assumidos pela investidora estão o aporte de R$ 500 milhões direcionados exclusivamente ao futebol, a conversão de R$ 80 milhões do empréstimo DIP em participação societária, além de destinações específicas de R$ 120 milhões para o Centro de Treinamento e R$ 30 milhões para as categorias de base.
O escopo da proposta também determina que a nova controladora assuma a gestão do fluxo de caixa, as obrigações atreladas à Recuperação Judicial e o passivo remanescente do clube. O acordo contempla ainda mecanismos rigorosos de governança corporativa, incluindo o impedimento de transferência acionária pelo prazo de uma década e a vedação à distribuição de dividendos pela SAF pelo mesmo período.
Próximas etapas do processo
Apesar da homologação no leilão representar um marco decisivo na transição administrativa, a consolidação definitiva do negócio está condicionada ao cumprimento de trâmites estatutários, jurídicos e regulatórios:
Esfera Deliberativa: O acordo será submetido à apreciação do Conselho Deliberativo do clube.
Chancelamento Associativo: A operação precisará passar pela aprovação dos associados em Assembleia Geral Extraordinária (AGE).
Análise Regulatória: Órgãos de controle e entidades desportivas, como a Anresf/CBF, seguem avaliando aspectos formais da transação, o que inclui análises sobre governança e relações institucionais do mercado.
Conclusão Jurídica: A transferência efetiva do controle acionário só ocorrerá após a superação de todas as instâncias e o cumprimento integral das exigências prévias.