Julio Casares não é mais presidente do São Paulo. O dirigente renunciou ao cargo nesta quarta-feira (21), cinco dias após ser afastado pelo Conselho Deliberativo do clube.
"Renuncio à presidência para preservar minha saúde e proteger minha família. Ao São Paulo Futebol Clube, amor de infância e da minha vida, jamais renunciarei. Renuncio, sim, ao ambiente de conspirações, distorções, mentiras e disputas de poder que ultrapassaram os limites democráticos e tentaram manchar trajetórias, biografias e a própria história do clube", escreveu o agora ex-presidente em carta aberta publicada em uma rede social.
Antes de renunciar, a permanência dele no cargo tinha dias contados. Na última sexta-feira, após uma série de investigações envolvendo o dirigente, como o suposto desvio de dinheiro dos cofres do clube, o pedido de impeachment recebeu 188 votos favoráveis no Conselho, o que confirmou o afastamento provisório do mandatário.
Em caso de impeachment, Casares não poderia exercer funções no clube por 10 anos. Com a manobra adotada, ele deve ser mantido no quadro de conselheiros do clube e preserva seus direitos políticos.
Com a renúncia de Casares, o vice-presidente Harry Massis Júnior, que assumiu a presidência após o avanço no processo de impeachment, permanece no cargo até o fim do mandato, em dezembro de 2026.